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Em 2011, destaque para Dalí e Steinberg em SP

A mais tradicional das mostras de arte, a Bienal de Veneza, vai abrir em 4 de junho de 2011 sua 54.ª edição na cidade italiana, sob o tema Iluminações (fazendo jogo metafórico com o conceito de uso da luz, mas também de nações, países). Será a grande atração do próximo ano, certamente, a mais esperada.

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

29 de dezembro de 2010 | 00h00

Com curadoria da suíça Bice Curiger, a mostra ficará em cartaz até novembro. Nos Giardini de Veneza, como parte do evento, o artista Artur Barrio vai representar o Brasil, ocupando com uma obra inédita o pavilhão brasileiro.

No campo ainda de Bienais, este ano Porto Alegre vai abrigar, a partir de setembro, a 8.ª Bienal do Mercosul, que terá como título Ensaios de Geopoética. O evento, com curadoria geral do colombiano José Roca, vai se espalhar por diversos espaços da capital gaúcha - os Armazéns do Cais do Porto, o Santander Cultural, o Museu de Arte do Rio Grande do Sul - e, ainda, como prevê por enquanto o projeto, possivelmente a outras cidades do RS. A 8.ª Bienal do Mercosul, ainda, vai homenagear o artista chileno Eugenio Dittborn.

Já na capital paulista, a Fundação Bienal de São Paulo realizará em seu prédio, entre setembro e dezembro, uma grande mostra com 250 obras da coleção do museu Astrup Fearnley de Oslo. O evento vai marcar as comemorações dos 60 anos da instituição brasileira.

Eliasson. Mas até que essas grandes exposições sejam inauguradas ou mesmo durante seus períodos, pelo menos em São Paulo já é possível citar alguns destaques do que o público poderá ver em 2011. O maior deles, pelo que se vê, será a mostra do artista dinamarco-islandês Olafur Eliasson, um dos mais consagrados do cenário contemporâneo mundial.

Ele será a grande atração do 17.º Festival Internacional de Arte Contemporânea Sesc/Videobrasil, marcado para ser aberto a partir de setembro. A exposição de instalações de Eliasson, com curadoria de Jochen Volz, vai ocorrer no Sesc Pompeia e no Sesc Belenzinho - e, possivelmente, até na Pinacoteca do Estado.

Já no Itaú Cultural, o destaque de 2011 vai ser a mostra Leonilson - Sob o Peso dos Meus Amores, programada para março. Com curadoria de Ricardo Resende, a exposição vai ocupar toda a instituição com cerca de 280 obras do artista, morto em 1993.

A Pinacoteca do Estado vai receber em fevereiro a grande retrospectiva do russo Aleksandr Rodchenko (1891-1956), apresentada primeiramente no Instituto Moreira Salles do Rio, e ainda prevê para o próximo ano apresentar, em sua sede, na Praça da Luz, antologia da artista portuguesa Paula Rêgo (março/maio); e exposição do venezuelano Cruz-Diez (novembro); e no prédio da Estação Pinacoteca, no Largo General Osorio, mostras do espanhol Antoni Muntadas (fevereiro a maio) e de artistas contemporâneos peruanos (maio a julho).

O Museu de Arte Moderna (MAM), além da realização, em outubro de 2011, do 32.º Panorama da Arte Brasileira - com curadoria desta vez de Cauê Alves e Cristiana Tejo -, vai abrir sua programação do ano, em 27 de janeiro, com a mostra Ordem e Progresso: Vontade Construtiva na Arte Brasileira (curadoria de Felipe Chaimovich).

Já o Instituto Tomie Ohtake tem confirmadas para o ano a mostra Miragens, de arte do mundo islâmico, atualmente em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio (fevereiro); do surrealista espanhol Salvador Dalí (entre abril e junho); de Louise Bourgeois (junho a agosto) e de Joseph Beuys (entre setembro e outubro) - estão ainda sendo negociadas exposições sobre Charles Chaplin e de Isamu Noguchi.Porto Alegre. E para falar mais uma vez de Porto Alegre, a Fundação Iberê Camargo programa para a partir de março inaugurar uma ampla mostra de Regina Silveira (curadoria de José Roca). Seguindo o ano, destacam-se ainda na instituição mostras do pintor uruguaio Torres García (setembro) e do metafísico italiano Giorgio De Chirico (dezembro).

O Instituto Moreira Salles promete também uma agenda carregada e de qualidade.

Logo no dia 27 de janeiro, abre a exposição Thomaz Farkas - Uma Antologia Pessoal, em São Paulo. Já em fevereiro, agora no prédio da Pinacoteca do Estado, começa a exposição Aleksandr Rodchenko: Revolução na Fotografia, com cerca de 300 obras, entre fotografias, fotomontagens e o essencial da produção gráfica do artista russo (capas de livro, revistas e cartazes).

Organizada pela Moscow House of Photography e com curadoria de Olga Svíblova (diretora do museu), a mostra revela os temas descobertos e representados pelo fotógrafo pensador nos anos em que trabalhou ativamente (1924 a 1954).

Em abril, no IMS do Rio, é a vez de ser aberta a exposição com desenhos de Saul Steinberg. Com material da Saul Steinberg Foundation de Nova York, a mostra trará desenhos do ilustrador e cartunista, conhecido por seus trabalhos para a revista The New Yorker.

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