Elvis Presley, prisioneiro do rock'n'roll

Kung Pow - O Mestre da

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

27 de junho de 2012 | 03h11

Kung-Fu-São

0 H NA RECORD

(Kung Pow! Enter the Fist). EUA, 2002. Direção de Steve Oedekerk, com Steve Oedekerk, Fei Lung, Leo Lee, Ling Ling Tse, Lin Yan, Chia Yung Liu.

Depois de Ace Ventura - Um Maluco na África, com Jim Carrey, e Nada a Perder, com Martin Lawrence e Tim Robbins, o diretor Oedekerk satiriza a produção de artes marciais, e o faz de maneira original, inserindo personagens e situações, e dublando os diálogos de um velho filme de 1975, cujos direitos adquiriu - Savage Killers, os assassinos selvagens. O herói é The Chosen One, o Escolhido, um prodígio do kung fu, que cresce com uma ideia fixa na cabeça - vingar-se do lendário e cruel Master Pain, o tirano que assassinou seus pais. Reprise, colorido, 100 min.

Vlado - 30 Anos Depois

0H15 NA CULTURA

Brasil, 2005. Direção de João Batista de Andrade.

Mais do que um documentário resgatando a figura do jornalista Vladimir Herzog, morto nos porões da ditadura, o longa de João Batista de Andrade dá um testemunho sobre o período em que isso ocorreu, um dos mais sinistros da história brasileira. Embora irregular, a obra do di-retor, como um todo, é importante pela discussão que propõe sobre a consciência individual e a organização coletiva. Reprise, colorido, 85 min.

TV Paga

A Dama Oculta

14 H NO TCM

(The Lady Vanishes). Inglaterra, 1938. Direção de Alfred Hitchcock, com Margaret Lockwood, Michael Redgrave, Dame May Whitty, Paul Lukas.

Um dos últimos - e melhores - filmes da primeira fase inglesa de Hitchcock. Oferece uma deliciosa mistura de humor e mistério - mais até do que suspense - na história de velha dama que desaparece num trem e lança jovem americana numa trama de espionagem. O mestre exercita aqui o que chamava de 'McGuffin'. O desaparecimento e o que o motivou são pistas falsas para o verdadeiro prazer que ele proporciona, de seguir seus personagens em situações engenhosas. Houve um remake com Cybill Shepherd e Angela Lansbury em 1979, mas não era tão bom. Reprise, preto e branco, 97 min. A emissora exibe o filme com legendas, na versão original.

O Prisioneiro do Rock

15H40 NO TCM

(Jailhouse Rock). EUA, 1957. Direção de Richard Thorpe, com Elvis Presley, Judy Tyler, Dean Jones, Mickey Shaughnessy.

Embora Elvis tenha feito depois dois ótimos filmes de gênero - o western Estrela de Fogo, de Don Siegel, e o musical Amor a Toda Velocidade, de George Sidney -, a maioria da crítica considera que este é o seu melhor trabalho, e faz sentido. Para quem estreou baladeiro romântico num drama da Guerra Civil, Ama-me com Ternura, de Robert D. Webb, interpretar um presidiário que incendeia a carreira com seus rocks (mas no fundo é um bom moço à espera de regeneração) tem tudo a ver com a rebeldia que ele representava, na vida. Reprise, preto e branco, 96 min. O filme passa dublado, exceto nos números musicais, que têm legendas.

Luzes da Cidade

17H40 NO TELECINE CULT

(City Lights). EUA, 1931. Direção e

interpretação de Charles Chaplin,

com Virginia Cherrill, Harry Myers.

Se não for a obra-prima de Chaplin, este é, de qualquer maneira, um de seus grandes filmes - e uma representação perfeita de seu personagem imortal, Carlitos. O vagabundo toma sob proteção florista cega. A ligação do herói com o milionário bêbado rende momentos divertidos, mas a glória do filme vem do (melo)drama. Quando a garota, recuperada a visão, identifica seu protetor como o vagabundo... Você precisa ver para captar toda a riqueza da construção da cena. Reprise, preto e branco, 86 min.

Quando Explode a Vingança

22 H NO TELECINE C ULT

(Giù la Testa). Itália, 1971. Direção

de Sergio Leone, com James Coburn, Rod Steiger, Romolo Valli, Maria

Monti, Rik Bataglia.

Depois da primeira trilogia, com Clint Eastwood - Por Um Punhado de Dólares, Por Uns Dólares a Mais e Três Homens em Conflito -, Leone criou outra série de três filmes, Era Uma Vez. O primeiro foi No Oeste, o terceiro, na América, e este deveria ter sido Era Uma Vez na Revolução, mas o título teve de ser trocado por pressão da empresa produtora e distribuidora. Rod Steiger faz camponês que se liga a irlandês especialista em explosivos (James Coburn) e juntos fazem a Revolução Mexicana. O filme foi mutilado na época do lançamento, mas possui momentos magníficos, no estilo operístico do diretor, em que a contribuição da trilha de Ennio Morricone é essencial. Reprise, colorido, 158min.

Nina

2H05 NO CANAL BRASIL

Brasil, 2004. Direção de Heitor Dhalia, com Guta Stresser, Myrian Muniz, Selton Mello, Sabrina Greve, Renata Sorrah, Juliana Galdiono, Wagner Moura, Lázaro Ramos, Matheus Nachtergaele.

Livremente adaptado de Crime e Castigo, o filme conta a história de garota que aluga quarto na casa de uma velha mesquinha - e que se assemelha à usurária morta por Raskolnikov na obra famosa de Dostoievski. O visual elaborado antecipa O Cheiro do Ralo, do próprio diretor Dhalia. Reprise, preto e branco, 85 min.

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