Rahel Patrasso/ Reuters
Rahel Patrasso/ Reuters

Ellus abre São Paulo Fashion Week 2019 com pedido de defesa pela Amazônia

Marca brasileira iniciou a temporada de desfiles neste domingo, 13. Evento foi marcado por protesto e tom ativista em prol da sustentabilidade

EFE, Agências

13 de outubro de 2019 | 22h57

Após quatro edições fora das passarelas, a prestigiada empresa brasileira de jeanswear Ellus abriu neste domingo, 13, a 48ª edição da São Paulo Fashion Week. O desfile, que tomou espaço no Farol Santander, homenageou a Amazônia, o meio ambiente e as identidades individuais. A marca também apresentou sua habitual mistura de moda jeans, roupas utilitárias e peças esportivas - o que a tornou famosa principalmente entre os consumidores mais jovens.

Com a coleção assinada pelos estilistas Thiago Marcon e Muriel Mingossi, a Ellus recuperou sua "história de identidade e conscientização" e partiu para derrubar barreiras "de maneira ativa e verdadeira". Na passarela, o manifesto ambientalista da empresa ficou evidente nas peças lúcidas - que incluíam máscaras e luvas em uma paleta de cores sóbria. Um protesto também foi realizado no final do desfile, quando modelos e membros da equipe técnica circularam entre os espectadores segurando cartazes e pedindo ações mais eficazes para a preservação do meio ambiente.

E esta é uma tendência que deve continuar sendo vista nos próximos desfiles da São Paulo Fashion Week, que após dar uma breve pausa nesta segunda-feira, 14,  deve continuar com o ritmo frenético até a próxima sexta-feira, 18.

Mais enxuta, serão apenas seis dias para 26 empresas, costureiras e estilistas pisarem nas passarelas da semana de moda mais glamourosa do Brasilque volta a ser realizada no icônico Parque do Ibirapuera - sua casa original -, após os últimos dois eventos terem sido realizados em um galpão localizado em um bairro periférico da capital paulista.

Entre as estreantes do evento de moda mais importante da América Latina estão as estilistas Angela Brito, cabo-verdiana do Rio de Janeiro, e Isaac Silva, natural do estado da Bahia, no nordeste do Brasil. Ambos apresentarão nas passarelas coleções que homenageiam as raízes e os elementos africanos. Enquanto Brito está comprometido com um visual feminino, contemporâneo e minimalista, Silva incorpora referências indígenas em criações cheias de peculiaridades típicas da cultura popular brasileira.

Também não ficam de fora os já aclamados Reinaldo Lourenço, Gloria Coelho e Lino Villaventura, que exibirão suas sempre muito esperadas criações durante a temporada de desfiles.

A moda praia e descontraída da primavera ficará a cargo da empresa Beira, da estilista Lilly Sarte e da Patbo, marca na qual a estilista Patricia Bonaldi explora sua veia mais artística. Já Cavalera e Amapo, muito populares entre os jovens, devem desfilar toda a ousadia de seus desenhos, feitos de tecidos como jeans ou couro, e cujas peças abundam estampas, cortes irregulares e combinações improváveis ​​de cores.

Simultaneamente aos desfiles, a São Paulo Fashion Week também sediará diversas atividades e oficinas, como palestras educacionais, seminários e rodas de discussão, para discutir o futuro da moda em um mundo cada vez mais dominado por uma clientela voltada ao consumo consciente e pautada pela moda sustentável. 

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