Eliane Prolik inaugura mostra <i>Ditos</i> na Valu Oria

Palavras e expressões do cotidiano são os elementos que aparecem nas novas obras que Eliane Prolik exibe em sua mostra individual Ditos, na Valu Oria Galeria de Arte. Na primeira área da galeria, as palavras aparecem impressas sobre finas faixas brancas de alumínio. Já na outra sala longitudinal, elas estão bordadas em cambraias de linho por meio de uma técnica artesanal da tradição popular conhecida como crivo, originada de Portugal. Nascida em Curitiba e residente nessa cidade, Eliane Prolik é, como já definiu o crítico Paulo Herkenhoff, uma artista cujo projeto poético se desdobra em diversos núcleos, mas que sempre "implica ordem precisa de relações". Dessa maneira, tanto os materiais como as operações podem ser diversas na produção da artista - mas a palavra, esse signo, já esteve presente em outros de seus trabalhos: Nada além, de 2001, e Gargue, de 2002. "Me interessa relacionar com a experiência de mundo", diz. Nessa pesquisa dos Ditos, Eliane afirma ter feito uma "operações de idas e voltas com as palavras" - elas são tecidas, destecidas, refeitas, se impregnam como assim é na oralidade. A técnica artesanal do crivo, feita em conjunto com artesãs de Governador Celso Ramos, em Santa Catarina, de uma comunidade de açorianos, implica para a artista "se aproximar de um saber e o reinstalar no mundo". É preciso se aproximar das obras, sempre no preto e no branco, para perceber as palavras, os jogos. Eliane Prolik. Valu Oria Galeria de Arte. Al. Casa Branca, 1.130, 3083-0811. 2.ª a 6.ª, 10 h às 19 h; sáb., 11 h às 14 h. Até 2/12

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