Eletropaulo nega que tenha exigido obras do Masp

Em nota à imprensa divulgada há pouco, a Eletropaulo desmentiu informação do boletim Mais São Paulo, do jornalista Gilberto Dimenstein, que informava que a empresa teria pedido obras do Museu de Arte de São Paulo (Masp) como garantia de pagamento de contas atrasadas.?A AES Eletropaulo exigiu garantias reais do Masp para um novo acordo, visto que a atual administração já assinou dois termos de parcelamento de dívida com a distribuidora e não cumpriu nenhum. Entre estas garantias estão fiança bancária e o aval pessoal dos membros da diretoria e do conselho da instituição. Em nenhum momento, porém, a direção da AES Eletropaulo cogitou receber uma obra do acervo do museu (que como, muito apropriadamente afirmou o jornalista Gilberto Dimenstein, é patrimônio da humanidade)?.A companhia lamentou que o jornalista não tenha ouvido o outro lado. Eis a íntegra da nota da AES Eletropaulo: Nota à Imprensa - 25/05/2006A respeito do boletim Mais São Paulo, do jornalista Gilberto Dimenstein, que foi ao ar hoje, 25 de maio pela CBN, a AES Eletropaulo esclarece que:1 - a direção do Masp não estava em negociação com a empresa no dia 23 de maio, data da interrupção de fornecimento, pois não havia apresentado nenhuma proposta para equacionamento dos débitos.2 - o aviso de corte foi enviado pela AES Eletropaulo ao Masp em 5 de dezembro. Em 17 de maio, a empresa enviou comunicado formal sobre a interrupção de fornecimento, motivada pela inexistência de uma proposta de solução amigável. No dia 22 de maio, o sr. Júlio Neves solicitou uma reunião com a AES Eletropaulo, mas não compareceu. No dia 23 de maio, data do corte, solicitou - e compareceu - a duas reuniões. Mas não apresentou nenhuma proposta para pagamento dos débitos.3 - a AES Eletropaulo exigiu garantias reais do Masp para um novo acordo, visto que a atual administração já assinou dois termos de parcelamento de dívida com a distribuidora e não cumpriu nenhum. Entre estas garantias estão fiança bancária e o aval pessoal dos membros da diretoria e do conselho da instituição. Em nenhum momento, porém, a direção da AES Eletropaulo cogitou receber uma obra do acervo do museu (que como, muito apropriadamente afirmou o jornalista Gilberto Dimenstein, é patrimônio da humanidade). Conforme noticiou a imprensa, essa iniciativa foi tomada pelo próprio Júlio Neves junto ao INSS, ao oferecer a penhora de quadros como garantia da dívida. Na expectativa de, com esses esclarecimentos, restabelelecer a verdade, continuamos à disposição da Imprensa.AtenciosamenteAES EletropauloAssessoria de Imprensa

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