ELETRÔNICOEletro e oitentista, Lidell evoca Prince em novo álbum

JAMIE LIDELL

O Estado de S.Paulo

23 Fevereiro 2013 | 02h09

JAMIE LIDELL

Warp

Preço: US$ 9,99 (iTunes)

BOM

A voz até sugere um crooner, daqueles curtidos nos clubes enfumaçados de jazz e blues. O som, no entanto, está anos-luz distante da limpidez de um piano, baixo e bateria. Jamie Lidell (foto) é um homem-máquina. Produtor de mão cheia, seu estímulo é explorar texturas que justifiquem a pulsão a todo instante, como mostra no recém-lançado Jamie Lidell. O branquelo inglês, ícone de uma vanguarda eletrônica aflorada em Berlim, nunca se deixou enganar: seu farol está em Prince. É de toda aquela miscelânea pop, com pé firme no R&B, que nascem seus argumentos mais convincentes. Em outros tempos, caso de Jim (2008), houve até uma guinada para um soul mais puro. Já em Compass (2010), Lidell retomou a veia experimental. O novo, de longe, é mais bem-acabado de sua carreira. É o disco que melhor combina com suas performances eletrizantes no palco. Quem for ao Sónar SP em maio, terá a chance de brindar um artista no auge de sua inventividade. / EMANUEL BOMFIM

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.