ELETRÔNICA Texturas improvisadas, na terra de ninguém

ACTRESS

O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2012 | 03h08

R.I.P

Gravadora: Honest Jon

Preço: US$10 (iTunes)

BOM

Actress atua no velho oeste vanguardista conhecido como pós-dubstep (por falta de um termo específico, pois expoentes do gênero tendem a saltar entre escolas díspares de dance music, em questão de faixas). Esta terra de ninguém estilística tem sido explorada por Actress com afinco, notavelmente no disco Splazsh, de 2010, uma obra prima das pistas contemporâneas, em que a escuridão atmosférica do dubstep encontra o R&B, o techno e a musica experimental. "R&B concrète" é o termo cunhado pelo próprio Actress, pseudônimo de Darren Cunningham, ao falar sobre a influência de praticantes da musique concrète de Pierre Schaeffer. Depois de um ano lançando apenas EPs, Cunningham volta agora com um enigmático disco, em muitos momentos distante da música de pista. R.I.P, como foi batizado, explora devaneios disformes e improvisados. Há a sensação- boa pela espontaneidade, ruim pela falta de foco -, de que muitas dessas faixas foram concebidas em um take. Com formas abrangentes e ritmos aleatórios, o foco do disco cai sobre a paleta de texturas, que, aparentemente concebida sem muito pensar, dá frescor a R.I.P, mas também deixa a impressão de descaso estético por parte de Actress. / R.N.

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