Rui Mendes/Divulgação
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Eles voltaram, mas agora para ficar?

Paulo Ricardo garante que estão todos dispostos a 'voltar de vez'

Roberta Pennafort / RIO, O Estado de S.Paulo

20 de maio de 2011 | 00h00

Hoje à noite, o RPM volta para casa, sem que haja "um grama de naftalina" na química entre seus integrantes. Quem afiança é o vocalista, guitarrista e letrista Paulo Ricardo. Em seu terceiro retorno, a banda, havia oito anos apartada, canta no Credicard Hall. Vai testar quatro músicas novas que estarão no CD a ser lançado no segundo semestre, o primeiro de estúdio desde 1988.

Eles sabem, no entanto, que o público sai de casa para ouvir os sucessos de um hoje mui distante anos 80. No último programa do Faustão, que os saudou como "uma das maiores bandas da história", espremeram a inédita Dois Olhos Verdes entre seus clássicos Olhar 43, Louras Geladas e Rádio Pirata. Mais da metade do show segue a linha retrô.

No sábado, foi o Kid Abelha, banda das preferidas dos cariocas, que fez o caminho de volta à sua cidade, depois de quase quatro anos de recesso. Trouxe Alice, Pintura Íntima, Como Eu Quero.

O trio Paula Toller-George Israel-Bruno Fortunato (então com Leoni, baixista e compositor) se formou no Rio e lançou o primeiro LP, Seu Espião, em 1984.

Um ano depois, surgia o RPM, em SP. A explosão do som com toque eletrônico de Paulo Ricardo, Luiz Schiavon, Fernando Deluqui e Paulo Pagni foi enorme, a ponto de as suas vendas se compararem às dos campeões da época, Roberto Carlos e Xuxa. Mas em dois anos já viria a primeira separação.

Enquanto isso, o trio carioca, depois da saída de Leoni, se manteve uno. Os projetos solos de Paula e George vieram, mas não chegaram perto da sensação dos trabalhos em grupo, e, no ano passado, eles constataram que já era a hora da retomada. O Kid tem duas músicas novas, mas nenhuma previsão de CD. A volta não é definitiva, George alerta. Eles têm 40 shows marcados.

Já Paulo Ricardo não tem pudores de dizer que sempre lhes faltou maturidade para manter o RPM junto - quem viu o programa Por Toda a Minha Vida, da TV Globo, sabe que ele está falando de excesso de álcool, drogas e fama. Desta vez é diferente, garante. Todos "passaram dos 40 há muito tempo", e estão dispostos "a voltar de vez".

"Todas as questões foram resolvidas e estamos com o mesmo astral do começo da carreira", acrescenta.

RPM

Credicard Hall, Av. das Nações Unidas, 17.955, tel. 4003-6464. Hoje, às 22 h. R$ 70/ R$ 120.

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