Ela encontra sua turma em São Paulo

Marcia Castro chamou a atenção com um dos melhores álbuns de 2007, Pecadinho, em que mesclava repertório raro dos eternos outsiders do pop brasileiro - Itamar Assumpção, Jorge Mautner, Sérgio Sampaio, Tom Zé - com baianos contemporâneos (Roque Ferreira, Manuela Rodrigues, Luciano Salvador Bahia, Jota Velloso), além de Zeca Baleiro, Tuzé de Abreu e Kléber Albuquerque. Já dava indícios de que não faria por menos, tendo Arto Lindsay e Zélia Duncan, que não a conhecia, como convidados. Ao se mudar em 2008 para São Paulo, onde se estabeleceu, Marcia refaz de certa forma o percurso de tropicalistas como Tom Zé, que eclodiram aqui na década de 1960. "No primeiro ano fiquei um pouco aqui, um pouco em Salvador, mas nos últimos três anos foram muitas amizades construídas. Aqui aprendi muito, pude maturar meu trabalho. Isso só tende a crescer e avançar", diz a cantora. "Acho que nunca vou deixar de gravar esses compositores que estão nos meus dois discos, mas no próximo quero mostrar mais o resultado dessa vivência em São Paulo, com canções inéditas desse pessoal com quem tenho convivido." Não por acaso o mato-grossense Helio Flanders, imigrante como ela, tornou-se um dos mais importantes agregados. "A voz dele é a coisa mais linda." / L.L.G.

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