Egito rompe vínculo com Louvre, acusando museu por roubo

Governo afirma que instituição se recusa a devolver objetos arqueológicos de artefatos roubados nos anos 80

Agência Estado e Associated Press,

07 de outubro de 2009 | 12h33

O departamento de antiguidades do Egito anunciou por meio de comunicado na terça-feira, 6, que rompeu seus laços com o museu francês do Louvre, pois a entidade se recusou a devolver artefatos que, segundo os egípcios, foram roubados.

 

A decisão significa que não será permitida a realização de expedições arqueológicas ligadas ao museu francês no Egito. Uma palestra no país de uma ex-curadora do Louvre também foi cancelada.

 

"O Museu Louvre se recusou a devolver ao Egito quatro artefatos arqueológicos roubados durante os anos 1980 da tumba do nobre Tetaki", perto do famoso templo de Luxor, afirma o comunicado, citando o chefe do setor de antiguidades do país, Zahi Hawass.

 

A ex-diretora do departamento de Egiptologia do Louvre Christiane Ziegler adquiriu as quatro peças no ano passado e as exibiu, segundo o comunicado. A palestra dela no país foi cancelada.

 

Desde assumir seu cargo, Hawass tem feito da recuperação de peças roubadas uma prioridade. Ele pretende reaver o busto de Nefertite - mulher do faraó Akhenaton - e a Pedra de Roseta, fundamental para a descoberta dos significados dos hieróglifos. O busto está no Museu Egípcio, em Berlim, e a Pedra de Roseta, no British Museum de Londres. Recentemente, Hawass conseguiu trazer de volta para o Egito fios de cabelo roubados da múmia de Ramsés II.

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