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Eduardo Coutinho ganha volume com reunião de textos

Com tiragem de apenas 200 exemplares, obra será publicada pela Cosac Naify especialmente para a Flip

LUIZ ZANIN ORICCHIO - ENVIADO ESPECIAL ,

18 de junho de 2013 | 02h11

RIO - Entrevistar Eduardo Coutinho não parece das tarefas mais fáceis. "Não gosto disso", resmunga assim que é convidado a falar sobre si e sobre sua obra. No entanto, uma vez engatada a conversa, ele fala em fluxo contínuo, inteligente, franco e, pasme, às vezes bem-humorado. Se o papo for legal, pode durar horas. Foi o que aconteceu no encontro do Estado com o autor de clássicos do cinema nacional como Cabra Marcado para Morrer, Santo Forte, Edifício Master e Jogo de Cena. A conversa teve lugar no escritório de Coutinho, no centro velho do Rio, nas dependências do Cecip (Centro de Criação de Imagem Popular), onde trabalha há muitos anos.

Nascido em São Paulo há 80 anos, Coutinho vem sendo alvo de homenagens, que rejeita sistematicamente e não sem irritação. Mas de algumas não consegue escapar. Vai à Flip (Festa Literária de Paraty) para um debate público com seu amigo Eduardo Escorel, cineasta e montador de alguns dos seus filmes (e de outros clássicos, como Terra em Transe, de Glauber Rocha).

Há mais: um pequeno livro, com tiragem de apenas 200 exemplares, será publicado pela Cosac Naify, especialmente para este encontro na Flip. Ele contém preciosidades como exemplares da faceta esquecida de Coutinho como crítico de cinema, ofício que exerceu entre os anos de 1973 e 1974 nas páginas do Jornal do Brasil. O livreto traz ainda um raro texto de Coutinho sobre o documentário escrito a pedido do crítico Paulo Paranaguá para o festival francês Cinéma du Réel. Há também ensaios de Ferreira Gullar, João Moreira Salles e Eduardo Escorel.

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