Maria Fernanda Rodrigues/ Estadão
Maria Fernanda Rodrigues/ Estadão

Editoras festejam vendas em Frankfurt

País marca presença como vendedor e não apenas como comprador

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2013 | 14h45

Depois da controvérsia, os negócios. A passagem do Brasil pela Feira do Livro de Frankfurt neste ano, quando foi o país convidado, será lembrada pelo contundente discurso do escritor Luiz Ruffato na cerimônia de abertura, em outubro, quando delineou nossos problemas sociais. E, agora, pelo bom saldo financeiro – a Câmara Brasileira do Livro divulgou que as editoras brasileiras que estiveram presentes na feira estimam um faturamento de US$ 1,45 milhão, entre direitos autorais e obras impressas, para os próximos 12 meses.

A cifra comprova que, aos poucos, o País marca presença como vendedor e não apenas como comprador, no entender da presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), Karine Pansa. Segundo levantamentos do projeto Brazilian Publishers, que busca mapear justamente essa evolução, as exportações de livros impressos foram de US$ 1,65 milhão em 2010 para US$ 1,85 milhão em 2011 e US$ 2,4 milhões em 2012, portanto, a expansão no período foi de 45%. Com relação às vendas de direitos autorais, os números atingiram US$ 495 mil em 2010, US$ 880 mil em 2011 e US$ 1,2 milhão em 2012. Ou seja, um crescimento de 143% em apenas dois anos.

Segundo dados coletados pela CBL, a editora Melhoramentos vendeu sete títulos para onze países durante a Feira de Frankfurt (entre eles, Canadá, Tailândia, Grécia e Rússia). Já a editora Cortez, especializada em títulos de ciências sociais e literatura infantojuvenil, conseguiu vender 12 títulos, para países como Espanha e Colômbia e está em negociações com Arábia Saudita Coreia, China e Dinamarca.

Em outubro, ao final da feira, Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, já festejava o interesse por autores jovens, como Daniel Galera e Michel Laub. “Autores como eles interessam cada vez mais ao mercado internacional”, afirmou.

O desafio para o Brasil é manter uma presença marcante nas próximas feiras, a partir da do próximo ano, prevista para outubro e com a Finlândia como país convidado.

 

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