Editoras brasileiras vendem bem em Frankfurt

As editoras brasileiras estão fazendo bonito na 55ª Feira do Livro de Frankfurt, que termina hoje. Maior evento de negócios da indústria editorial, a feira é o ponto de partida para a carreira internacional de boa parte da produção literária mundial. Com caminho aberto pelo fenômeno Paulo Coelho, as editoras brasileiras venderam bem na cidade alemã. Exemplo é o novo romance de Chico Buarque, Budapeste, que teve direitos vendidos para Inglaterra, França e Espanha e continua sendo negociado com Itália, Alemanha, Canadá e Holanda. O Brasil foi a Frankfurt com 38 editoras. Países como Coréia, Tailândia, China e Romênia se interessaram por livros infantis brasileiros. E o cartunista Ziraldo teve títulos negociados com editoras italianas, dinamarquesas, romenas e espanholas. Paulo Lins, autor do livro que virou filme Cidade de Deus, esteve na feira para divulgar seu romance, que já está em Portugal, Espanha, Suécia e Dinamarca. E Paulo Coelho foi a Frankfurt para bater o recorde mundial de autógrafos: assinou exemplares de O Alquimista em edições de 51 idiomas. Prêmio - A escritora americana Susan Sontag recebeu na Feira de Frankfurt o Prêmio da Paz, conferido pela Associação dos Livreiros Alemães, no valor de ? 15 mil (cerca de R$ 50 mil). Escolhida por suas posições contra a política externa americana, ela fez críticas aos Estados Unidos em seu discurso."Especialmente agora, em uma época em que os valores da leitura e da interioridade são tão desafiados, a literatura é liberdade", disse ela. "Só posso lamentar a ausência deliberada do embaixador americano, cuja recusa imediata em comparecer ao nosso encontro hoje mostra que ele está mais interessado em afirmar a posição ideológica e a rancorosa reação da administração Bush do que em cumprir com um dever diplomático normal", disse, recebendo aplausos vigorosos.

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