Editoras apostam em bons títulos

Com capas mais bonitas, um papel melhorzinho, a editora gaúcha L&PM está ganhando espaço no território editorial dos livros de bolso. Para Ivan Pinheiro Machado, editor da L&PM, o livro de bolso está se tornando um bom negócio. Nos últimos três anos sua editora publicou 207 títulos e já vendeu um milhão de livros, a preços que variam de R$ 3,50 a R$ 12,50.Além disso, a editora inova, apresentando uma linha que é a mais eclética possível. Vai de clássicos brasileiros como Machado de Assis, aos gregos, como Sófocles. Malditos, como Jack Kerouac e Allen Ginzberg ou preciosidades como Armadilha Mortal, de Robert Arlt. "Surpreendentemente vendemos muita poesia, como Cem Sonetos de Amor, de Pablo Neruda e Antologia Poética, de Mario Quintana", conta o editor. Sobre essa mistura de gêneros ele explica que "a intenção é fazer com que o leitor que queira colecionar livros de bolso possa ter uma boa biblioteca em casa". Por isso, está nos seus planos publicar toda obra de Shakespeare, por exemplo.Já a Paz e Terra entrou neste mercado um pouquinho antes, com a Coleção Leitura. De 1996 até agora, conta com um total de 42 títulos. São livrinhos pequenos, no formato 10 X 14 centímetros, com 90 páginas em média. "Quando lançamos a coleção a R$ 3, muitos livreiros usavam o livro até como troco, de tão barato que era", diz Gasparian.Ensaios dominam a temática das obras da editora que, hoje, custam em média R$ 4. Nomes como Celso Furtado, Roberto Schwarz e Modesto Carone fizeram a seleção dos títulos, que vão desde A Revolução Francesa, de Eric J. Hobsbawm, O Manifesto Comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels a Contos, de Machado de Assis ou Sobre a Modernidade, de Charles Beaudelaire.Mantendo também um estilo monotemático, os clássicos sempre foram a marca da Ediouro, que tem um catálogo com nada menos do que três mil títulos. São coleções conhecidas como clássicos de ouro, de bolso, modernos ou para o jovem leitor. Segundo a editora, Sheila Kaplan, apesar de ter ficado conhecida como editora de pockets, eles representam apenas 20% da produção da editora, além de constituir um ramo editorial, que na sua opinião não é muito valorizado no Brasil.Entre seus títulos estão Frankenstein, de Mary Shelley, Ética, de Spinoza, Guerra e Paz, de Tolstoi ou mais modernos, como A Laranja Mecânica, de Anthony Burgess e Orlando, de Virginia Woolf.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.