Editora Surkhamp comemora 50 anos

A editora Suhrkamp, verdadeira instituição no mundo cultural alemão, faz 50 anos, marcados pela publicação dos principais clássicos modernos, e também pela atenção especial à literatura em espanhol e português, J.R. Jiménez, Eça de Queirós, passando por Vargas Llosa e Jorge Semprún. Seu fundador, Peter Suhrkamp, que chegou a ser perseguido pela Gestapo (polícia secreta nazista) durante a 2ª Guerra Mundial e que sobreviveu a um campo de concentração, foi o primeiro editor que recebeu em Berlim uma licença para a publicar livros. Depois de tentar fazer alguns acordos editoriais para tocar seus negócios com o fim da guerra, Suhrkamp foi aconselhado pelo escritor Hermann Hesse - outro refugiado alemão - a tentar montar uma editora por sua própria conta e risco. Não faltou apoio: Bertolt Brecht, Theodor W. Adorno, Walter Benjamin e outros 31 destacados escritores de lingua alemã decidiram unir-se desde o princípio à nova casa. O editor se tornou, desse modo, um dos pilares da história cultural do pós-guerra alemão.

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