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Editora Larousse lançará autores brasileiros

Os primeiros títulos com autores brasileiros da Larousse chegam finalmente ao mercado em abril, acompanhando o crescimento da filial da editora francesa no Brasil, que só no ano passado lançou uma centena de novos títulos no mercado local. O anúncio, feito com satisfação pelo diretor-geral da empresa no País, o parisiense Jean-Christophe Marc, só não deve animar as editoras concorrentes, o que justifica o discreto recrutamento de novos escritores. O editor francês não revela nomes de autores, mas garante que a Larousse está investindo pesado no segmento infanto-juvenil, um dos que apresentam maior crescimento no mercado editorial brasileiro. As perspectivas são animadoras. Dois anos depois que a Vivendi Universal vendeu a Larousse para o conglomerado Lagardèle, segundo grupo editorial francês, mudou sua estratégia mercadológica, agora mais agressiva. A implantação da filial no Brasil, segundo mercado editorial latino-americano depois do México, segue um planejamento que transforma a Larousse numa grife. "Como a embalagem é fundamental, nossas capas são muito atraentes, coloridas e dinâmicas", diz o editor. Ele quer que seus livros sejam vistos entre centenas de outros, atraindo novos leitores, mas observa que a Larousse, atenta ao conteúdo, contratou uma equipe de consultores para adaptar as edições francesas ao mercado brasileiro, sugerindo alterações ou inclusões nas enciclopédias e coleções. Seguindo o número de publicações de seu ano de estréia, a Larousse lança uma centena de novos títulos em 2004, importando apenas 15% deles. Com interesse especial nos livros paradidáticos, a filial brasileira conseguiu emplacar junto ao governo sete títulos estrangeiros infanto-juvenis nesses oito meses de atuação no mercado brasileiro. O lançamento das obras de referência deve demorar ainda mais um ano. Os dicionários e enciclopédias demandam mais tempo e um árduo trabalho da equipe carioca que comanda a produção de conteúdo específico para o mercado brasileiro. A Larousse está de olho num segmento ainda negligenciado pelas editoras, o da classe C, aquela que compra livros na rede nordestina de supermercados Bom Preço, embora esse não seja o alvo prioritário de sua estratégia no Brasil. De qualquer modo, a estratégia da editora não é tímida como a de suas concorrentes brasileiras do mesmo tamanho. Contra uma tiragem média de 2 a 3 mil exemplares numa primeira edição, a Larousse já entra com 5 mil exemplares. "Maior tiragem, menor custo e preço mais competitivo ajudam na conquista do mercado ", raciocina Jean-Christophe Marc.

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