ECM CHEGA AO BRASIL PELO SELO BORANDÁ

O som mais belo, depois do silêncio. Eis o lema da histórica gravadora alemã ECM, selo de grandes como Keith Jarrett, Egberto Gismonti, Pat Metheny e Dave Holland, que acaba de assinar contrato com o selo Borandá, para lançar seus discos no Brasil. A gravadora é conhecida pelo seu rigoroso controle de qualidade, por registros cristalinos, e por uma produção histórica, que projetou influentes artistas de jazz, ao mesmo tempo que estabeleceu uma sonoridade própria.

O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2013 | 02h09

Trata-se de uma visão musical implacavelmente realizada por Manfred Eicher, o fundador e presidente. "Ele é o produtor, e colocou a mão na massa em mais de 1.000 títulos", conta Steve Lake, jornalista e parceiro de Eicher na ECM. "Há 40 anos ele discute a direção da música, supervisiona o processo de gravação de diversos discos, e, às vezes, sugere lançamentos de gravações arquivadas, como Sleeper, um show de Keith Jarrett com Jan Garbarek e outros", ele conta ainda.

Os discos distribuídos pela Borandá, selo de Toninho Ferragutti, Zé Paulo Becker, Mário Adnet, e outros, saem em torno de R$ 70. Entre os primeiros títulos disponíveis, estão Swept Away, de Eliane Elias e Marc Johnson, Sleeper, registro ao vivo de um show de Keith Jarrett, Jan Garbarek, Palle Danielsson e Jon Christensen, em 1979, e As It Is, composições de John Cage gravadas pelo pianista Alexei Lubimov e pela cantora Natalia Pschenitschnikova. A parceria com a Borandá também disponibilizará no Brasil o catálogo de Egberto Gismonti pela gravadora, incluindo os discos de seu selo, Carmo, que são distribuídos pela ECM. Para estes títulos, o preço de mercado é mais acessível, em torno de R$ 45, ao contrário dos R$ 70 do produto normal. Quatro títulos de Egberto já estão disponíveis, entre eles, Dança das Cabeças, Infância, Mágico e o recente Carta de Amor. Para Fernando Grecco, diretor da Borandá, o lucro é secundário: "A ECM continua lançando 4 ou 5 discos por mês, de forma totalmente independente por mais de 40 anos. É uma prova que apostar na música que sobrevive ao tempo é economicamente sustentável ao longo dos anos", diz. / R.N.

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