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Aos 70, Erasmo Carlos não parece cansado. Reconstitui o próprio passado com detalhes minuciosos e vigor invejável. Em conversa por telefone, fala ao Estado da importância de Sonhos e Memórias na sua trajetória.

Entrevista com

12 de maio de 2012 | 03h09

Qual sua impressão

sobre o Bruno Morais?

Conheço as duas músicas que ele me mandou num vinil, incluindo a regravação de O Sorriso Dela. Ele canta de um jeito intimista, como eu gosto.

Em que circunstâncias foi

gravado Sonhos e Memórias?

Eu estava querendo falar do meu passado, lembrando de coisas da minha infância. Aquela coisa que você ouve dizer: 'Eu era feliz e não sabia'.

Que tipo de memórias te

marcaram deste período?

É um disco saudosista. Eu estava casando, tendo filhos, como pessoa, tinha sonhos, aquela utopia hippie. É um disco que representa uma transformação.

Sua maneira mansa de cantar era inspirada em alguém?

Minha referência sempre foi João Gilberto. Quando eu era menino e ouvia os grandes cantores da época, como Silvio Caldas, Nelson Gonçalves e Orlando Silva, eu não gostava daqueles gritos que eles davam. Era muito alto, soltavam muito o peito, tremiam a voz. Quando eu ouvi o João Gilberto, se tornou um exemplo, cantava baixinho, não tremia, era afinadíssimo. Passou a ser uma referência, ainda mais no meu caso, que não tenho voz.

Não existe nenhum projeto de reedição de Sonhos e Memórias?

Não. Ele só saiu na caixa que reúne minha discografia. A gravadora é a Universal. Eu não sei se eles teriam interesse de lançar. Sabe como é que é, acham que não tem retorno. / E.B.

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