''É quase a pedra fundamental do idioma''

ENTREVISTA

Raquel Cozer, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

PIERO BAGNARIOL

QUADRINISTA ITALIANO RADICADO NO BRASIL

Por que resolveu adaptar a Divina Comédia?

A editora me convidou a adaptar um clássico da literatura italiana, e a escolha foi meio natural. A Comédia é quase a pedra fundamental do idioma.

O que já conhecia do livro?

Tinha lido na escola, mas meu pai, Giuseppe, conhece bem a obra e me ajudou no roteiro. Tivemos ainda consultoria da Maria Teresa Arrigoni, especialista na obra dantesca.

Como foi adaptar a partir de trechos já traduzidos?

Jorge Wanderley tinha traduzido todo o Inferno, mas Henriqueta Lisboa e Haroldo de Campos tinham vertido só partes do Purgatório e do Paraíso, respectivamente. Partimos do original em italiano, e os trechos que não tínhamos, adaptamos num enredo que retrata um pouco a vida de Dante e serve de pano de fundo.

O que foi mais difícil e interessante adaptar?

O Purgatório tem a cena de uma procissão, uma alegoria da história da Igreja, que foi bem difícil traduzir graficamente. O mais interessante foi a mudança de estilo de um reino para o outro: grotesco no Inferno, elegíaco no Purgatório e sublime no Paraíso.

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