E olha só quem encontrou a batida perfeita

No começo dos anos 90, na esteira da queda de Collor, o pop nacional era dominado pelo axé e sertanejo, ainda que certas bandas, como Titãs, Paralamas e Legião, desfrutassem de prestígio elevado. O indie da época tinha pouco do glamour do indie de hoje. A internet não era popular, mas tinha a MTV, o Circo Voador e algumas rádios de rock, como a Fluminense FM. Foi neste cenário independente que o roqueiro Bernardo Santos, depois BNegão, começou a aparecer.

O Estado de S.Paulo

14 Julho 2012 | 03h08

Antes de ser incorporado ao Planet Hemp, fundou os Funk Fuckers, o projeto mais escrachado da sua carreira, espécie de antecessor do modelo consagrado pelo Mamonas Assassinas.

Com a morte de Skunk, um dos fundadores do Planet, BNegão entrou para a banda a tempo de participar timidamente do disco de estreia, Usuário (1995).

Sua veia mais filosófica no estilo de compor ganhou espaço no grupo e nos discos, em especial no A Invasão do Sagaz Homem Fumaça (2000), último de estúdio da banda. A virada de década marcou a independência do trio cabeça do Planet, com D2 alçado a astro e Black Alien e BNegão mantendo uma linha mais combativa, em consonância com a cena engajada. O racha estilístico gerou críticas de ambos os lados e se falou até em rompimento. BNegão ainda lançou álbum com o Turbo Trio em 2007. / E.B.

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