E o Sílvio Santos ... É coisa nossas

A mulher, Íris, e duas de suas 6 filhas escrevem sobre o Senor Abravanel

12 de dezembro de 2010 | 07h00

 
Casamento. Sílvio Santos e a esposa, Íris Abravanel

Íris Abravanel, mulher

"Senor é uma pessoa única. E somente eu tenho o privilégio de poder dizer quem realmente ele é por dentro e por fora. A cada dia ele me surpreende. Certamente, muitos jovens de 30 anos não possuem a disposição que ele tem para enfrentar riscos e as dificuldades da vida, com tanta coragem e ousadia. E neste ano, especificamente, que foi um dos mais difíceis de toda nossa vida, as atitudes que meu marido tomou fizeram com que meu coração explodisse de orgulho e de alegria pelo privilégio de conviver com um homem correto, digno, e sem sombra de dúvidas honestíssimo. Ele honrou nossa família dando exemplo de atitudes que servirão de alicerce para nossa futura geração."

 

Daniela Beyruti, filha nº3

"Para ele não existe distinção entre rico ou pobre, negro ou branco, a heterossexual ou homossexual, artista ou anônimo etc... Amo escutar as histórias de quando ele era criança, de quando era camelô, quando foi paraquedista no exército, quando teve a ideia da balsa, como comprou seu primeiro imóvel e a nossa casa no Guarujá. Ele é curioso e gosta de saber sobre a vida das pessoas. Gosta de ler biografias. Lê a revista Veja todas as semanas. Assiste a filmes quase todos os dias. Ele nunca levou babás ou empregados em nossas viagens. Ele e minha mãe sempre cuidaram das filhas. Minha mãe sempre cozinha e ele lava a louça (risos). Ama ir ao supermercado, e ao Walmart.

 

Sobre o lado financeiro, ele nunca nos deu mesadas gordas. Nas nossas viagens nós tínhamos que arrumar o quarto todos os dias para ganhar de US$ 3 a US$10. Desde sempre ele quis nos ensinar o valor do dinheiro, que o dinheiro não cai do céu e é preciso trabalhar para consegui-lo.

 

Sempre fez questão de jantar com todas nós na mesa às 19h em ponto. E era bom não atrasar. Até hoje nosso lugar preferido como família é esta bendita mesa de jantar. É nela que nosso relacionamento cresceu. É nela que temos acesso um à vida do outro. E até hoje ficamos horas em volta da mesa conversando. É a mesma mesa redonda há mais de 30 anos. E à medida que a família cresce vamos acrescentando mais e mais cadeiras, mas não trocamos de mesa (risos)."

Silvia Abravanel, filha nº2.

"Trabalho com o Sr. Silvio desde os meus 16 anos. Para mim, o convite foi uma surpresa porque o pai, Senor Abravanel, não gostava muito que suas filhas frequentassem a televisão, simplesmente por zelo e proteção. Comecei trabalhando no Domingo no Parque. Depois no Qual É a Música e Show de Calouros. Ele vinha todos os dias me buscar na minha casa pontualmente às 7h, pois tínhamos que ir ao Jassa e depois seguir para o trabalho.

 

Posso dizer que ao longo desses 23 anos aprendi muito com o patrão Silvio ou Sr. Silvio como me dirijo a ele.

 

É um excelente avô, embora não seja daqueles de paparicar as netas, mas sempre que pode está lá presente na vida delas. Tenho uma filha especial da qual ele se tornou o tutor e me ajuda a cuidar dela em tudo e a educá-la, assim como a minha outra filha menor. Amamos ele, isso é fato!

 

Hoje sou uma mulher de 39 anos e só tenho a agradecer esse homem que o Brasil conhece ou por Silvio Santos ou por Senor Abravanel, mas graças a Deus (detalhe: sou adotiva) ele e minha mãe me trouxeram para casa com três dias de vida. Eu tenho o privilégio de chamá-lo de PAI. Obrigada por me dar a oportunidade de escrever e mostrar a gratidão e o amor que tenho pelo Patrão/Chefe, mas mais pelo PAI que tenho."

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