E-book não substituirá papel, diz estudo

O consumo de livros eletrônicos não deve substituir o formato impresso, de acordo com um estudo realizado pela revista Publishers Weekly, que tem publicações sobre a indústria de livros nos Estados Unidos, e por organizadores da convenção anual BookExpo America. O levantamento, feito entre consumidores que usam a Internet, disse que a maioria não acredita na substituição do papel pelo formato eletrônico e muitos nem mesmo conheciam a nova tecnologia. "O visualizador de bolso Rocket eBook, que foi lançado há pouco tempo, é ótimo, melhor do que sentar em frente ao computador para ler, mas ainda está longe da comodidade de um bom livro", disse a editora da revista, Nora Rawlinson. "Mas a tecnologia ainda é muito nova e acredito que vai melhorar rapidamente."Todos os entrevistados compraram um livro on-line ou em livrarias convencionais entre julho de 1999 e 2000. Apenas quatro em cada 1.140 afirmaram que o e-book vai tomar o lugar do livro impresso e 60% não conheciam o novo formato. Dos que tinham conhecimento da novidade, 70% disseram que não pretendem adquirir um e-book nos próximos seis meses.Muitos mostraram-se satisfeitos com a compra de livros convencionais pela Internet, destacando a disponibilidade dos títulos. Em uma escala de 8 a 10, os usuários deram média de 8,2 para sua experiência geral com a Internet. Além disso, um em cada quatro não tem planos de comprar um livro on-line, preocupados principalmente com a segurança no uso do cartão de crédito.Quase metade dos entrevistados já comprou um livro pela Web. A Amazon.com ficou em primeiro lugar, apontada por 41% como local da compra, seguida pela Barnes and Noble, mencionada por 29% dos consumidores, e pela Border.com, com 8%. Apenas 3% dos usuários disseram ter comprado em uma loja virtual independente. A margem de erro da pesquisa é de 3%.

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