''É bem difícil não magoar ninguém''

Sheila Nevins, diretora da divisão de documentários da HBO, disse em relação aos documentários sobre celebridades: "É difícil fazer alguma coisa honesta e que não magoe ninguém." E acrescentou: "Não sei quantos desses filmes conseguem ser objetivos ou se darão dinheiro." Billy Joel gastou quase quatro vezes o que Ricki Stern, diretora de Joan Rivers: A Piece of Work, e sua diretora assistente, Annie Sundberg, gastaram.

Laura M. Holson, O Estado de S.Paulo

09 de julho de 2010 | 00h00

Nem todos os diretores procuram expor os pontos fracos do seu personagem. "Não estava interessado em sujeira", afirmou Michael Gordon, fundador da Bumble and Bumble, que produziu e financiou documentário de US$ 3 milhões sobre o empresário e estilista Vidal Sassoon.

"De jeito nenhum eu apareceria com duas strippers", garantiu. Em vez disso, lembrou Gordon, ele se pautou pela seguinte pergunta: "Por que os cabeleireiros parecem idiotas?"

Sassoon, que passou a infância em um orfanato e criou o corte Chanel dos anos 60, foi um personagem complacente. Aos 82 anos. "Adoro a ideia de que me olhem de maneira diferente. Nunca recebi tanta atenção."

Ao contrário de Sassoon, Billy Joel se encolhe ao se ver na tela. "Pelo menos não odiei", falou do filme, que recebeu resenhas positivas em geral, no Festival Tribeca. Agora, os produtores estão negociando com uma distribuidora seu lançamento no fim do ano. "Todos eles querem ir para o Oscar", ressaltou Joel, mas ele sabe que isso é sonhar alto demais.

"Quanto mais velho eu fico, mais me dou conta da tolice que fiz. Quero dizer, olho para mim na tela do cinema e dou gargalhadas", finaliza ele.

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