E a Índia também vai a Cannes

Se depender dela, Beatriz Seigner está disposta a dar a volta ao mundo como diretora de cinema. Seu primeiro longa, Bollywood Dream - O Sonho Bollywoodiano, é uma coprodução com a Índia. Beatriz trabalha atualmente em outros dois projetos. Um é uma coprodução com a Colômbia (Barqueras Aires); o outro. uma coprodução com Angola e Portugal (Sorriso de Marisol). Ela não está desenvolvendo esses projetos movida pelo desejo de viajar. São histórias de gente que ouviu, quer (re)contar e precisa das coproduções para isso.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2011 | 00h00

Bollywood Dream está longe de ser perfeito, mas seu interesse vem justamente das imperfeições e também da maneira como Beatriz Seigner consegue expressar e desenvolver um tema - que é o seu fascínio e o das atrizes, suas parceiras de viagem (o filme é uma ação entre amigas), pela milenar cultura indiana. A autora tem consciência de que seu olhar é efêmero, feito de observações ligeiras, mas não nulas, sobre um mundo que é eterno.

No fundo foi isso que mesmo os maiores - Jean Renoir; David Lean; o próprio Bernardo Bertolucci, de O Pequeno Buda - foram buscar na Índia. É um mistério que fascina o Ocidente. Hollywood atribuiu o Oscar a Danny Boyle por Quem Quer Ser Um Milionário?. Cannes, em 2011, também estará abrindo o maior evento de cinema do mundo para Bollywood.

Bollywood - The Greatest Story Ever Told, de Shekhar Kapoor, começou a nascer no ano passado, quando o diretor integrou o júri do festival. Nas conversas com o diretor artístico Thierry Frémaux e o presidente Gilles Jacob, surgiu a ideia: e por que não um filme com os grandes momentos de Bollywood? Este filme estará em Cannes nos próximos dias. Enquanto isso, prestigie o "bollywood spaghetti" de Beatriz Seigner.

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