Durval e a era do rádio de Stone

A Torre do Terror

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2010 | 00h00

15H45 NA GLOBO

(Tower of Terror). EUA, 1997. Direção de D.J. Machale, com Steve Guttenberg, Kirsten Dunst, Nia Peeples, Michael McShane, Amzie Strickland, Melora Hardin.

Fantasia baseada na atração do parque temático na Disney. O filme começa por meio de um flash-back, mostrando como, no passado, os usuários do elevador de um hotel desapareceram misteriosamente, após uma pane elétrica. O que ocorreu com essas pessoas? No presente, elas ressurgem e se unem a outros usuários do tal elevador, que adquiriu a fama de amaldiçoado. Não espere nada muito especial, no gênero. Reprise, colorido, 97 min.

Talk Radio

22 H NA REDE BRASIL

(Talk Radio). EUA, 1988. Direção de Oliver Stone, com Eric Bogosian, Alec Baldwin, Ellen Greene, Leslie Hope, Michael Wincott.

O diretor Stone e o ator Eric Bogosian basearam-se na peça que o segundo escreveu sobre o apresentador de um programa de entrevistas de rádio. O cara polemiza com seus ouvintes e, via de regra, consegue manter o controle do programa e da audiência, mas sua vida privada está um caos. O filme é bem feito, bem interpretado, mas um tanto histérico e é quase sempre considerado um trabalho menor de Stone, que o fez entre Wall Street (o primeiro) e Nascido em 4 de Julho. O roteiro incorpora elementos do livro The Life and Murder of Alan Berg, sobre o radialista assassinado por integrantes de um grupo neonazista em Denver, em 1984. Reprise, colorido, 107 min.

A Lenda de Beowulf

23H10 NO SBT

(Beowulf). EUA, 2007. Direção de Robert Zemeckis.

Zemeckis repete a técnica da performance capture, que já havia empregado em O Expresso Polar, desenvolvendo sua animação a partir de atores que fazem os papéis. Apesar do empenho, a coisa não funciona. Os personagens obviamente não são reais nem animados - os olhos são vazados, como de estátuas, o que lhes tira toda emoção (e credibilidade). Mas a origem do filme, para quem quiser conferir, é famosa - um poema muito antigo sobre reino que necessita guerreiro para enfrentar a ameaça de um terrível monstro. Ray Winstone, Anthony Hopkins, Angelina Jolie e Robin Wright Penn são alguns dos atores que participaram da produção. Reprise, colorido, 113 min.

Durval Discos

23H30 NA CULTURA

Brasil, 2002. Direção de Anna Muylaert, com Ary França, Etty Fraser, Marisa Orth, Isabela Guasco, Letícia Sabatella, Rita Lee, André Abujamra e Theo Werneck.

Só o plano sequência inicial já justifica a sintonia deste filme sobre sujeito dominado pela mãe e que tem uma loja de vinis. A doméstica, que na verdade é uma criminosa, traz esta menina que foi sequestrada. A mãe não quer devolver a garota e a vida do pobre Durval vira um inferno. Ary França e Etty Frazer brilham em papéis sob medida, a diretora Anna Muylaert domina sua linguagem, mas o filme não é tão bom quanto referências mais entusiasmadas querem fazer crer. Reprise, colorido, 96 min.

Intercine

1H50 NA GLOBO

A emissora exibe o preferido do público entre - Sra. Henderson Apresenta, de Stephen Frears, com Judi Dench, Bob Hoskins, Will Young, Christopher Guest e Kelly Reilly, sobre aristocrata inglesa que anima teatro de vaudeville para entreter as tropas em Londres, durante a guerra; e Violação de Conduta, de John McTiernan, com John Travolta como oficial do Exército que tenta descobrir o que ocorreu na selva da América Central, levando ao desaparecimento do pelotão comandado por Samuel L. Jackson.

TV Paga

Outland - Comando Titânio

0H10 NO TCM

(Outland). EUA, 1981. Direção de Joe Hyams, com Sean Connery, Peter Boyle, Sterganhen, James B. Sikking, Kika Markham.

Ficção científica que transpõe para o espaço a trama do western clássico Matar ou Morrer, de Fred Zinnemann, nos anos 1950. Sean Connery faz delegado que administra prisão numa das luas de Júpiter e que descobre - veja para saber por quê - sua cabeça está a prêmio. O diretor Hyams tem boas fantasias científicas a seu crédito, mas, aqui, de alguma forma errou a mão. Há algo de desagradável nos personagens e do desenvolvimento da trama. O filme não pega. Reprise, colorido, 109 min.

A Dama do Lago

2H05 NO TCM

(Lady in the Lake). EUA, 1946. Direção e interpretação de Robert Montgomery, com Audrey Totter, Leon Ames, Lloyd Nolan.

Na época, este filme fez sensação pela ousadia do ator e diretor Montgomery, que conta sua história do ângulo do protagonista, fazendo com que a câmera adote seu olhar. Isso permite que o detetive Philip Marlowe só apareça refletido em espelhos, por exemplo. O filme baseia-se no livro de Raymond Chandler sobre a morte misteriosa de uma mulher. A trama, como sempre em se tratando do escritor, parece confusa e falta a Montgomery a clareza de mise-en-scène de Howard Hawks no clássico À Beira do Abismo, com Humphrey Bogart. Mas não se trata de um mau programa e até mantém o espectador ligado, à espera do desfecho. Reprise, preto e branco, 103 min.

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