Tuca Paoli
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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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Dupla MXM leva obras à Europa

Mirella Brandi e Muep Etmo criam performances com narrativas subjetivas baseadas em imersão em luzes e trilhas sonoras

João Wady Cury, O Estado de S. Paulo

19 de dezembro de 2019 | 03h00

Duas peças performáticas de Mirella Brandi e Muep Etmo, a dupla MXM, serão apresentadas na Europa no começo de 2020. O périplo começa em Berlim, em 29 de janeiro, no Acker Stadt Palast, com a performance Ffobia Setor, com participação do bailarino Pedro Galiza. E continua nos dias 31 de janeiro e 1.º de fevereiro com a peça Axioma.8 - depois seguem para outras cidades. A dupla MXM cria performances com narrativas subjetivas baseadas em imersão em luzes e trilhas sonoras. Coisa para transtornar o vivente, no bom sentido.

ELE VOLTOU 

Sim, ele está de volta, Billdog está entre nós. Lançada em 2012, a peça homônima do dramaturgo inglês Joe Bone leva ao palco novamente a personagem do assassino de aluguel encarnado pelo ator Gustavo Rodrigues (acima). A peça estreia nos primeiros dias de 2020, 3 de janeiro no Teatro 3, do Centro Cultural Banco do Brasil, no Rio de Janeiro. O próprio Rodrigues assina a direção com o autor Bone. A história de Billdog é, na verdade, uma série de três peças, que no original se chamam Bane. No Brasil vai se chamar Billdog 2. A trupe, depois da temporada carioca, já tem viagem marcada: em julho do ano que vem ruma para apresentações no Festival de Teatro de Avignon, na França, em 2020. 

VIVAS NA ETERNIDADE 

Marilyn Monroe e Maria Callas vão dar as caras por aqui para comemorar os 45 anos do presidente dos Estados Unidos John Kennedy. O ano é 1962. Sim, claro, estão todos mortinhos da silva e agora vivem na ficção. A dita cuja se passa no palco com as atrizes Danielle Winits e Christine Fernandes como as musas na peça Parabéns Senhor Presidente. Estreia em São Paulo em 15 de janeiro, no Teatro J. Safra.

VIVA COCTEAU! 

Neste ano em que se comemoram os 130 anos de nascimento do multiartista francês Jean Cocteau (1889-1963) é sempre bom lembrar sua frase: “Os espelhos deveriam pensar um pouco mais antes de mandar as imagens de volta”. Foi um dos artistas mais influentes de sua geração, tocando profundamente a turma que se seguiu a ele. Sua peça A Voz Humana, de 1930, é um primor. Coloca no centro do palco uma mulher, sozinha, em uma conversa ao telefone com o ex-namorado que acaba de a deixar por outra. Cocteau era uma angústia com pernas. Vivia há anos-luz de distância de seu tempo e, ainda hoje, poderia ser chamado de vanguardista - não fosse o termo um tanto cafona. 

3 perguntas para Erica Montanheiro

Atriz, diz que vive atrasada

1. O que é ser atriz?

Exercício de alteridade. Se colocar no lugar do outro e fazer o público se colocar no lugar do outro.

2. Frase arrebatadora?

“Aconteça o que acontecer, o tempo e as horas sempre chegam ao fim, mesmo do dia mais duro dentre todos os dias.” Macbeth, de Shakespeare.

3. Se não fosse atriz?

Bailarina, astronauta.

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