Dumont, entre terror e misticismo

O Diabo Veste Prada

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

12 de março de 2013 | 02h12

16 H NA GLOBO

(The Devil Wears Prada). EUA, 2006. Direção de David Frankel, com Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci, Adrian Grenier, Tracie Thoms.

Anne Hathaway, que havia feito O Diário da Princesa, vira aqui produtora de moda em Nova York, trabalhando para a mulher (Meryl Streep) que edita a revista mais influente do setor. Seu nome é Miranda Priestley e ela é a verdadeira dama de ferro. As atrizes são tão boas que o filme fica irresistível como história de um aprendizado (ou de rito de passagem). Reprise, colorido, 109 min.

A Hora do Rush

22H45 NO SBT

(Rush Hour). EUA, 1998. Direção de Bret Ratner, com Jackie Chan, Chris Tucker, Elizabeth Pena, Tom Wilkson.

A filha de diplomata chinês é sequestrada nos EUA e Jackie Chan, amigo do pai da vítima, tenta resgatá-la. Como não conhece nada de Los Angeles, ele ganha ajuda de um tira local - Chris Tucker. A quintessência do filme de fórmula - a dupla de opostos, ação, humor e violência. Não espere novidade, mas eficiência, sim. Houve até A Hora do Rush 2 e 3 (e, no terceiro, sinal de prestígio, o cineasta Roman Polanski apareceu como ator). Reprise, colorido, 98 min.

1929: A Grande Depressão

0 H NA CULTURA

(1929: The Great Depression). França, 2009. Direção de William Karel.

A emissora exibe a segunda parte do documentário sobre o crack da Bolsa de Nova York, que lançou os EUA na depressão econômica dos anos 1930. Informativo, interessante, o filme propõe um amplo quadro da época. Pode não ser cinematograficamente brilhante, mas é bom. Reprise, colorido e preto e branco, 52 min.

Assalto Relâmpago

0 H NA REDE BRASIL

(Kurupt). EUA, 2006, Direção de Gino Cabanas e Dick Fisher, com Amanda Brooks, Thomas Ian Nicholas.

Deserdada pelo pai, garota mimada começa a viver de forma modesta. Cansada da pobreza, ela convence o namorado a assaltar um banco. E começa a comédia de erros. Sem grandes credenciais de direção nem elenco. Reprise, colorido, 85 min.

TV Paga

Momento de Decisão

19H45 NO TELECINE CULT

(The Turning Point). EUA, 1977. Direção de Herbert Ross, com Anne Bancroift, Shirley MacLaine, Tom Skerritt, Mikhail Baryshnikov, Leslie Browne.

Duas antigas colegas na academia de dança se reencontram depois de muitos anos. Anne Bancroft virou uma estrela do balé e excursiona pela cidade em que nasceu. Shirley MacLaine virou dona de casa e professora numa escola de dança e o pivô do drama é a filha de Shirley, que quer ser bailarina e está disposta a seguir Anne. Afloram velhos ressentimentos. A ideia do filme talvez seja mais interessante que o resultado. Cada uma das protagonistas teve ganhos e perdas, mas elas custam a admitir isso. As cenas extraídas de grandes balés - com o astro Mikhail Baryshnikov - agregam ao resultado. O diretor Ross foi coreógrafo. Mesmo não sendo excepcional, sabe sobre o que está falando. Reprise, colorido, 119 min.

O Iluminado

22 H NO TCM

(The Shining). EUA, 1981. Direção de Stanley Kubrick, com Jack Nicholson, Shelley Duvall, Danny Lloyd, Scatman Crothers, Barry Nelson.

Conta a lenda que o grande Kubrick, durante toda a sua carreira, perseguiu um sonho, ou uma obsessão - ele queria realizar a obra-prima definitiva de cada gênero. Filme noir, de assalto, de guerra, sátira política, superespetáculo histórico, ficção científica - ele nem sempre conseguiu seu objetivo, mas a sucessão de filmes importantes (e impactantes) é imensa. O Iluminado é o terror de Kubrick, que ele adaptou de Stephen King. Escritor isola-se com a mulher e o filho num hotel que fica desativado no inverno. Ele deve tomar conta do lugar e espera aproveitar-se da tranquilidade para escrever o novo livro. Mas não é isso que ocorre. Estranhos eventos, que o espectador não sabe muito bem se são reais ou projeções da perturbação mental do protagonista, provocam uma tragédia. Grandes cenas, um clima assustador, uma interpretação genial de Jack Nicholson e o tema kubrickiano da dissolução da palavra como elo que une os homens. Só para constar - Stephen King não gosta do filme e até fez sua versão da história, mas ela é bem medíocre. Reprise, colorido, 142 min.

O Pecado de Hadewjich

22 H NO TELECINE CULT

(Hadewijch). França, 2009. Direção de Bruno Dumont, com Sofie Sokolowski, David Dewaele.

Sempre atraído por experiências místicas e/ou transcendentais, o francês Dumont se inspirou numa mística do século 13 para contar a história de noviça cuja vocação é colocada em xeque quando a madre a libera dos votos e a devolve ao mundo, para testar sua fé. O filme não trata apenas de religião, mas também de terrorismo, como um fenômeno radical contemporâneo. Sofie Sokolowski, uma não profissional, é magnífica no papel, levada ao limite pelo autor. Dumont acaba de apresentar em Berlim Camille Claudel 1915, que conta a história da irmã de Paul Claudel, num ano decisivo do seu internamento na clínica para doentes mentais. Juliette Binoche interpreta Camille e é poderosa. Reprise, colorido, 120 min.

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