Duelo ao Sol e Crupiê, as atrações

A Sombra e a Escuridão

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2010 | 00h00

14H35 NA GLOBO

(The Ghost and The Darkness). EUA,1996. Direção de Stephen Hopkins, com Michael Douglas, Val Kilmer, Tom Wilkinson, Emily Mortimer.

O premiado roteirista William Goldman, de O Leão no Inverno e Butch Cassidy, adaptou a mesma história de Bwana Devil, de Arch Oboler, de 1952, mas com a cumplicidade do diretor Herek lhe deu outro sentido. Val Kilmer faz construtor de pontes na África, no fim do século 19. Seu canteiro de obras é tumultuado pelo surgimento de um casal de leões assassinos. O caçador Michael Douglas entra em cena para resolver a parada e o que começa como uma aventura

tradicional meio que perde o

rumo ao tentar uma linha narra-tiva mais complexa (os leões representariam o lado sombrio da mente dos personagens, etc.). Mas é interessante. Reprise,

colorido, 109 min.

O Mentiroso

15 H NA RECORD

(Liar Liar). EUA, 1996. Direção de Tom Shadyac, com Jim Carrey, Maura Tierney, Jennifer Tilly, Swoosie Kurtz, Justin Cooper, Cary Elwes.

Jim Carrey interpreta advogado que, até por uma deformação profissional, está sempre mentindo. No dia de seu aniversário, seu filho pequeno faz um pedido - que o pai passe um dia sem mentir. Isso muda tudo, não

apenas a relação familiar, mas também a profissional. Mais

séria do que parece, esta comédia desprezada pelos críticos oferece um bom papel dramático ao astro (e ele o aproveita). Reprise, colorido, 86 min.

Crupiê, A Vida em Jogo

22 H NA REDE BRASIL

(Croupier). Inglaterra/Alemanha, 1998. Direção de Mike Hodges, com Clive Owen, Gina McKee, Alex Kingston, Alexander Morton.

Por sua beleza viril - e talento -, Clive Owen esteve cotado para ser James Bond, mas quem ficou com o papel foi Daniel Craig. Owen é ótimo como o candidato a escritor que vai trabalhar como crupiê num cassino de Londres. Ele passa o tempo observando as pessoas ao redor e, eventualmente, se envolve numa trama densa e até violenta, porque o diretor Hodges adora os personagens durões. Foi ele quem fez o primeiro Carter, com Michael Caine, antes que

Sylvester Stallone estragasse a história. Reprise, colorido, 94 min.

A Gaiola das Loucas

22H30 NA BAND

(La Cage aux Folles). França/Itália, 1978. Direção de Edouard Molinaro, com Ugo Tognazzi, Michel Serrault, Michel Galabru, Rémy Laurent.

Ugo Tognazzi e Michel Serrault formam um par gay de meia-idade - e o segundo é a estrela do cabaré que tem como nome o título do filme. Ambos precisam se passar por heteros para enganar a respeitável família da noiva do filho de Tognazzi, durante um jantar formal. Embora o filme do francês Molinaro tenha realmente momentos ótimos - num clima de farsa -, muita gente até hoje se pergunta como e por que virou um fenômeno internacional, com direito a duas sequências, um remake em Hollywood e até um musical da Broadway. A resposta talvez esteja no elo consistente entre os personagens de Tognazzi e Serrault.

Reprise, colorido, 110 minutos.

Encontro Cósmico

23H30 NO SBT

(Woo). EUA,1998. Direção de Daisy S. Mayer, com Jada Pinkett Smith, Tommy Davidson, Dave Chapelle.

Sujeito tímido encontra mulher que acaba de sair de uma cartomante que lhe disse que o homem de sua vida nunca esteve mais próximo. Uma comédia romântica com elenco negro. Não é frequente em Hollywood. Jada Pinkett, mulher de Will Smith, é mãe de Jared e ambos - o casal Smith - produzem Karate Kid, em cartaz nos cinemas. Reprise, colorido, 110 min.

As Torres Gêmeas

23H40 NA GLOBO

(World Trade Center). EUA, 2006. Direção de Oliver Stone, com Nicolas Cage, Michael Pena, Maggie Gyllenhaal, Maria Bello, Stephen Dorff.

O diretor e roteirista Stone surpreendeu meio mundo com sua evocação do ataque às Torres Gêmeas, no tristemente célebre 11 de Setembro (hoje se comemoram nove anos). Ao invés de uma evocação política, ele reconstitui o episódio pelo ângulo dos heroicos bombeiros que tentavam resgatar os sobreviventes do meio dos escombros. Momentos fortes mantêm o público tenso. Reprise, colorido, 129 min.

Duelo ao Sol

0H30 NA REDE BRASIL

(Duel in the Sun). EUA, 1946. Direção de King Vidor, com Jennifer Jones, Gregory Peck, Joseph Cotten, Lionel Barrymore, Lillian Gish, Herbert Marshall, Walter Huston, Charles Bickford.Um dos westerns mais famosos de todos os tempos - e um dos que mais irritam os puristas, por seus componentes eróticos e melodramáticos. A história trata da derrocada de uma grande família, quando dois irmãos, divididos como Abel e Caim, se envolvem com a mesma mulher, a sedutora mestiça Pearl Chavez, interpretada por Jennifer Jones. Como ...E o Vento Levou, também produzido por David Selznick, marido da estrela, o filme cria uma grande personagem feminina e teve vários diretores que se revezaram durante as filmagens. Mas não é por acaso que quem o assina é King Vidor. Duelo ao Sol tem tudo a ver com Fúria do Desejo (Ruby Gentry), que ele fez depois, também com Jennifer. Reprise, colorido, 144 minutos.

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