'Duas Caras' vai abordar preconceito racial e social

A principal história romântica de Duas Caras, novela das nove de Aguinaldo Silva que estréia hoje, na Globo, vem carregada de cenas que passam longe das seqüências de amor. O casal Evilásio (Lázaro Ramos) e Júlia (Débora Falabella) terá de enfrentar muito além das armações dos vilões da vez para ficar junto. Como se fosse protagonista de uma versão moderna do clássico da literatura Romeu e Julieta, vai encarar a desaprovação da família diante do romance por conta de diferenças sociais e raciais. "É um Romeu e Julieta entre uma menina rica da Barra (bairro carioca) e um favelado. E o componente novo é que ela é branca e ele é negro", afirma o novelista. "O mais trágico nessa história é que, como o politicamente correto está na moda, as pessoas são obrigadas a fingir que não existe mais preconceito. Mas a gente sabe que ele está aí." Filho do carpinteiro Misael (Ivan de Almeida), Evilásio trabalha na associação dos moradores da favela da Portelinha e é um dos braços direitos do líder comunitário Juvenal (Antonio Fagundes). O herói encontra a cara-metade em Júlia, mas não sem antes declarar guerra à menina que vem de uma realidade completamente diferente da sua. Herdeira de Gioconda (Marília Pêra) e Paulo (Stênio Garcia), ela é uma estudante de cinema nascida em berço de ouro que deixa os pais de cabelo em pé ao anunciar que passará a freqüentar a favela para a produção de um documentário. "É a história de amor jovem da novela, é uma história típica de Romeu e Julieta", ressalta Lázaro Ramos, que volta à televisão após o sucesso como o anti-herói Foguinho, de Cobras & Lagartos (2006). "Esse é herói de verdade. É bom filho, bom pai, bom amigo, bom marido, é um exemplo a ser seguido", elogia. Débora, que retorna ao vídeo após o remake do romance de época Sinhá Moça (2006), aposta no carisma do enredo e de sua mais nova mocinha. "Júlia ainda não sabe o que quer da vida até surgir a oportunidade de ir à favela para fazer o documentário. Ao conhecer Evilásio, começa a mudar porque passa a se conscientizar da realidade fora da zona sul. Como muitas meninas da classe média, pensa que sabe tudo, mas vai descobrir que não sabe nada." As informações são do Jornal da Tarde

AE, Agencia Estado

01 Outubro 2007 | 17h20

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