Drama de equipe dá o tom de reality

No programa de sobrevivência 'O Fugitivo', produtores passam por problemas na selva e vão para frente da câmera

João Fernando, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2014 | 02h08

Ter de arranjar comida, água e escapar de perigos no meio da floresta já é uma tarefa complicada em qualquer reality de sobrevivência. A situação fica ainda mais difícil quando o protagonista precisa parar tudo para ajudar a equipe de produção. Esse foi o desafio de Joel Lambert, 41 anos, estrela de O Fugitivo, que estreia terça-feira, às 20h40, no Discovery.

No programa, o ex-militar é deixado em regiões inóspitas dos EUA, Filipinas, África do Sul e até Coreia do Norte e tem 48 horas para chegar a um ponto determinado sem ser capturado por grupos de inteligência do Exército e polícia de cada país, que têm Lambert como cobaia de seus treinamentos.

"Teria sido mais fácil sem a equipe, pois eu poderia me esconder. Meu cinegrafista andava de um lado para o outro porque não foi treinado. Mas é um programa de TV. Nos episódios que mostram os bastidores, é possível ver que estou bem nervoso com ele e ele comigo. É difícil fazer as minhas coisas com alguém estressado", confessou Lambert ao Estado, em entrevista por telefone.

Na estreia, será revelado o que aconteceu com a equipe do Discovery, que passou por apuros nas gravações. "No Panamá, os produtores foram atacados por peixes, um deles teve de passar por cirurgias. Outros foram atacados por abelhas na África. As pessoas ficam muito nervosas", relembra. Lambert garante não ter medo de se ferir nem de ser capturado. "Medo todo ser humano tem, faz parte. Mas sou treinado para isso. O medo se transforma em foco. Nada me paralisa mais. Você fica mais dentro da luta. Eu dou tudo o que posso no campo de batalha. Às vezes, sou pego."

O ex-militar afirma não se importar em ter tido de tomar conta dos outros enquanto tentava cumprir o objetivo do reality. "Depois que a série acabou, vi que essa é a beleza da coisa. Tentei fazer coisas impossíveis. Perdi meu equipamento, a água, a comida. É na caçada que o programa começa, no momento em que as coisas podem dar errado. Ter o cinegrafista comigo é só mais obstáculo para que eu fosse bem-sucedido na missão."

Em meio às dificuldades, Joel Lambert aparece sorridente na tela. "Você não pode deixar a situação afetar seu humor. Se isso acontecer, está perdido. Não vai achar nenhum lugar bom. Você ficar confortável se sentindo desconfortável. É sobre isso que a série é. Você vê sorrisos no meu rosto em situações complicadas", analisa.

Apesar de estar há duas décadas arriscando a vida nas forças armadas dos EUA, ele não pôde esconder as aventuras da família ao mostrá-las na TV. "Acho que torturei minha mãe a vida toda com essas coisa que gosto de fazer, 99% das vezes eu passo, não conto. Ela deve achar que muita coisa não era real. Mas ela sabe que estou bem, ela já se acostumou", aposta ele, com planos de tentar a sorte no País. "Quero ir ao Brasil nesta temporada. Há muito para se fazer nas fronteiras", avisa.

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