Al Drago for The New York Times
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Donald Trump e Bill Cosby comentam condenação de Harvey Weinstein

Trump ressaltou não ser um 'admirador' de Weinstein, insistindo na proximidade dele com os democratas

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de fevereiro de 2020 | 12h33

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, considerou a condenação do ex-produtor de Hollywood, Harvey Weinstein, por agressão sexual e estupro como sendo "uma grande vitória" para as mulheres, além de passar "uma mensagem muito forte", disse nesta terça-feira, 25.

"Do ponto de vista das mulheres, acredito que simbolizou algo importante", disse Trump durante uma visita de Estado à Índia. "Foi uma grande vitória e passa uma mensagem muito forte", afirmou.

Trump ressaltou não ser um "admirador" de Weinstein, insistindo na proximidade dele com os democratas. "Michelle Obama o adorava, Hillary Clinton também", disse.

Em Berlim para a exibição de uma série documental dedicada a ela durante o festival de cinema, a ex-secretária de Estado americana declarou que já estava na "hora" do produtor hollywodiano "prestar contas".

"O veredicto do júri realmente fala por si só e é algo que as pessoas acompanharam com atenção, porque era já era hora de prestar contas", disse Clinton.

Ela, que foi muito criticada pela proximidade com o réu, acrescentou que "é fato que ele contribuiu com todas as campanhas democratas, de Barack Obama, John Kerry, Al Gore", reconheceu a ex-secretária de Estado americano.

Clinton acrescentou que a condenação do produtor não é um motivo para não participar do financiamento das campanhas políticas, mas sim "colocar um fim a esse tipo de comportamento" que o fez ser condenado.

Bill Cosby sai em defesa de Weinstein

Após a condenação do produtor de cinema por agressão sexual e estupro, ocorrida nesta segunda-feira, 24, o comediante americano Bill Cosby, também condenado por crimes sexuais em 2018, fez declarações nas redes sociais em defesa de Weinstein, por meio de seu porta-voz,. Ele afirmou ter sido um "dia muito triste para o sistema judicial americano" e defendeu que "de nenhum jeito, alguém poderia acreditar que o senhor Weinstein receberia um julgamento justo e imparcial". Segundo o comunicado, o juri estaria influenciado por "manchetes da imprensa e pelos sentimentos da opinião pública". / COM AFP

 

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