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Documentários em mostra jovem

Começou ontem à noite a mostra Aurora, com curadoria do crítico Cléber Eduardo, que abre espaço para o território da experimentação, política e de linguagem, no cinema brasileiro. Como o próprio nome evidencia, a grade de Aurora é exclusiva para jovens diretores em início de trajetória.

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

25 de janeiro de 2011 | 00h00

O curador diz que sua intenção não foi ser definitivo e sim, apresentar um recorte da nova produção brasileira. Filmes e autores que se articulam e que de alguma forma dialogam entre sido. Só para lembrar, o filme vencedor da Mostra Aurora no ano passad0o foi Estrada para Ythaca, de Guto Parente, Pedro Diógenes, Luiz Pretti e Ricardo Pretti.

O longa de abertura foi Enchente, de Júlio Pecly e Paulo Silva. No dia 12 de fevereiro de 1996, o Rio foi atingido pelas águas. A tragédia das chuvas e deslizamentos repetiu-se este ano, mas a dupla de diretores foi ao passado para tentar entender como e por que a história se repete. Naquele ano, na Cidade de Deus, morreram 80 pessoas. Qual a lembrança dos sobreviventes? O que foi possível aprender, se é que as pessoas aprenderam? As autoridades, com certeza, não.

A programação prossegue hoje com outro documentário - Remições do Rio Negro, de Erlan Souza e Fernanda Bizarria, que usa a missão salesiana no Alto Amazonas a para abordar o processo de colonização dos índios. A seleção privilegia os documentários. São sete filmes. Cinco são documentários e apenas duas ficções. Uma delas, Os Residentes, de Tiago Mata Machado, sai de Tiradentes para passar no Fórum, em Berlim.

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