Paulo Segadães/Divulgação
Paulo Segadães/Divulgação

Documentário retrata rotina no Complexo do Alemão

Diretores portugueses testemunharam a rotina dos moradores entre 2005 e 2007

AE

20 de janeiro de 2011 | 09h00

Intimidade com o tema a ser abordado. Se esse é um pré-requisito desejável para a realização de um documentário, os irmãos portugueses Mário e Pedro Patrocínio podem dizer que o seguiram à risca. Após testemunharem, entre 2005 e 2007, a rotina dos moradores do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, os cineastas realizaram o documentário Complexo - Universo Paralelo. O longa entrou em circuito em Portugal semana passada, mas ainda procura por um distribuidor no Brasil.

Apresentada ao público brasileiro durante a edição do ano passado do Festival Internacional de Cinema do Rio, a obra recebeu, em novembro passado, o prêmio de Melhor Filme Internacional de Direitos Humanos no Artivist Film Festival em Hollywood, nos Estados Unidos.

O documentário baseia-se nos depoimento de três moradores do conjunto de favelas e, apesar das filmagens terem ocorrido durante uma grande operação policial em 2007, não há cenas de grande violência. Ao invés de sangue, o diretor Mário e o diretor de fotografia Pedro priorizaram os dramas pessoais e visões de mundo de Seu Zé, responsável pela Associação de Moradores do Complexo há mais de 30 anos, Dona Célia, mãe de sete filhos, e MC Playboy, cantor de funk admirado na comunidade.

Também conta com depoimentos de traficantes, mas é por meio desses três personagens que os irmãos Patrocínio aproximam o espectador de uma realidade que, até a invasão do Complexo do Alemão pelas Forças Armadas no fim do ano passado, era quase sempre associada unicamente ao crime organizado.

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