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Documentário relembra os 20 anos da banda Pearl Jam

Cameron Crowe narra trajetória do quinteto grunge em filme que estreia nesta terça-feira

Pedro Marques - Jornal da Tarde

20 de setembro de 2011 | 10h18

Há 20 anos, a música pop foi tomada de assalto pelo grunge de garotos de cabelos compridos e camisas xadrez. Apesar de não ser um estilo comercial - as principais bandas do movimento, inclusive, rejeitavam o rótulo -, isso não impediu que clássicos como Smells Like Teen Spirit, do Nirvana, dominassem rádios e as paradas da MTV. Na esteira desse sucesso, várias bandas nasceram e morreram. Outras poucas, porém, conseguiram sobreviver aos anos 90. E não há melhor exemplo que o Pearl Jam, que começa a celebrar a façanha de se manter na ativa, ininterruptamente, por duas décadas.

A primeira parte da festa será o lançamento no mundo (no Brasil, inclusive) do documentário Pearl Jam Twenty, escrito e dirigido por Cameron Crowe, diretor de Jerry McGuire e Quase Famosos. O filme será exibido apenas hoje nos cinemas: em São Paulo, no Bourbon - Espaço Unibanco; Frei Caneca Shopping - Unibanco Arteplex; Morumbi Cine TAM; Cinépolis Largo 13; Kinoplex Itaim e UCI Anália Franco. No caso das salas Bourbon - Espaço Unibanco e Kinoplex Itaim, os ingressos se esgotaram e foi necessário abrir sessões extras. Em outubro, o documentário sairá em DVD.

 

Produzido a partir de mais de 1,2 mil horas de imagens raras e inéditas coletadas diretamente do baú da banda, Pearl Jam Twenty abre recontando a história da cena musical de Seattle (EUA) do fim dos anos 80. Não omite, nem poderia, o fim da banda Mother Love Bone, detonada pela morte por overdose do vocalista Andrew Wood. Afinal, foram os remanescentes da Mother Love Bone, Stone Gossard (guitarra) e Jeff Ament (baixo), que se uniriam, em seguida, a Mike McCready (guitarra), Dave Krusen (bateria) e, claro, Eddie Vedder (vocalista) para formar o Pearl Jam.

 

Daí para frente, Cameron Crowe - que, logo de cara, revela que era jornalista de música e cobria a cena de Seattle no fim dos anos 80 e começo dos 90 - vai mostrando fatos importantes, mas não necessariamente polêmicos da história da banda. Está lá o encontro entre Vedder e Chris Cornell, vocalista de outra banda grunge, o Soundgarden, e como essa amizade culminou no Temple of the Dog, banda criada para homenagear Andy Wood e que gravou apenas um disco, o primeiro em que Vedder aparece como vocalista. Também estão registrados o sucesso do primeiro álbum, Ten (que foi lançado um mês antes do Nevermind, do Nirvana, em 91, mas que só explodiu quase um ano depois), e como o disco fez com que o Pearl Jam deixasse de ser uma banda que juntava um público menor em clubes pequenos para lotar estádios.

 

O único porém é que o diretor monta o quebra-cabeça criado por Eddie Vedder e seus comparsas de forma linear, sem se aprofundar muito no porquê de o Pearl Jam continuar tanto tempo na ativa, atraindo um público tão grande. A resposta dada pelo documentário é a mais rasa possível: foram os fãs os responsáveis por manter a popularidade da banda em alta. Entender o sucesso do grupo, que vai fazer cinco concorridos megashows no Brasil, enquanto grupos contemporâneos como Alice in Chains e Stone Temple Pilots e Chris Cornell, ex-vocalista do Soundgarden, são atrações secundárias do SWU, é um exercício que vai além do documentário de Crowe.

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