'Doce Deleite' traz Gianecchini e Camila Morgado a SP

Clássica comédia musical dos anos 1980 volta aos palcos, no Teatro Raul Cortez, com humor renovado

Ubiratan Brasil, de O Estado de S. Paulo,

11 de setembro de 2008 | 12h02

O espírito de diversão plena, no palco e na platéia, continua sua marca registrada - Doce Deleite, comédia musical que marcou a carreira de Marília Pêra e Marco Nanini nos anos 80, volta ao cartaz nesta sexta-feira, 12, no Teatro Raul Cortez, em São Paulo, agora com Camila Morgado e Reynaldo Gianecchini nos papéis principais. "A intenção não foi a de copiar a montagem antiga, mas tentar conservar a mesma delicadeza daquela época", comenta Marília, agora na direção do espetáculo.A estrutura é a mesma, ou seja, histórias que giram em torno de personagens do mundo teatral, como a bilheteira, o contra-regra, o espectador. "Queríamos homenagear os artistas dessa difícil arte de representar", conta Alcione Araújo, autor dos textos de Doce Deleite e diretor da primeira versão. "É um texto para celebrar o ator".São dez peças curtas, apresentadas entre dois números musicais - um de abertura e outro de encerramento. Ao longo das histórias, surgem personagens como o contra-regra que tenta desvendar quem é responsável pela magia dos espetáculos: o autor, o diretor, os atores, o próprio personagem ou os espectadores. "Os textos foram modificados durante estes anos", explica Marília. "Alcione escreveu novas histórias e, da antiga montagem, sobraram três: O Palhaço Nu, Conselhos Domésticos e Amor, Senil Amor"."Foi o maior desafio da minha carreira", confessa Gianecchini. "Fazer drama não é fácil, mas, com o tempo, o ator descobre o melhor caminho lá no seu íntimo. Já a comédia exige um timing de corpo muito especial". Em sua pesquisa, ele assistiu a filmes de grandes cômicos, como Jerry Lewis, Charles Chaplin e Mel Brooks.Também Camila enfrentou uma rigorosa preparação - conhecida por papéis densos, como a revolucionária do filme Olga, a atriz conta que o convite veio no momento certo. "Depois de vários trabalhos dramáticos, queria muito fazer comédia. Eu sabia que este texto tinha feito muito sucesso, e quando fui convidada para participar, me rendi completamente ao projeto". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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