Do rádio para os palcos

Sozinho, um menino viveu nas ruas de Moscou entre os quatro e os seis anos. Nesse meio tempo, sua única companhia era um bando de cães, que o acompanhava aonde quer que ele fosse. A história é verídica e foi nela que a britânica Hatie Naylor se inspirou para escrever a peça Ivan e os Cachorros. Em entrevista ao Estado, a dramaturga falou sobre seu processo para criar a obra, que foi concebida originalmente para o rádio. Depois de ser transmitido pela BBC, o texto chegou aos palcos de Londres, Nova York e, agora, merece uma versão brasileira, dirigida por Fernando Villar.

O Estado de S.Paulo

05 de março de 2012 | 03h06

Qual a diferença entre compor uma peça para o rádio e escrever para o teatro?

Há muitas diferenças técnicas. Você tem que ser muito mais claro no rádio. Até porque é muito mais fácil perder algo se você está apenas ouvindo, sem ver. As cenas também podem ser muito mais curtas no rádio e começarem no meio, o que é mais difícil no teatro.

Ivan e os Cachorros conquistou importantes prêmios. Qual é, na sua opinião, a causa dessa boa acolhida?

Acho que é a história que ressoa. Todos nós imaginamos uma comunhão possível entre homens e animais. E Ivan conquistou justamente isso.

Na peça, você se vale de uma história verídica como inspiração. O que a levou a eleger esse episódio como tema?

Muitas razões, mas talvez o principal motivo seja a experiência do selvagem em uma paisagem urbana.

Você já usou episódios reais em outras peças suas. Como criar a partir do real?

Eu pesquiso a história e o período em que ela acontece. Aí, começo a desenvolver algumas ideias. Depois, escrevo tudo como um fluxo constante por mais ou menos uma semana. Só então, eu tenho uma versão e essa - depois de passar por uma edição - será a peça. / M.E.M.

IVAN E OS CACHORROS.

Cultura Inglesa. R. Dep. Lacerda Franco, 333. 3814-0100. Sáb. e dom.: 20h30. Ingr.: R$ 20. Até 1º/4

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