Do palco para bons negócios

Comparada com as edições anteriores de 2007 e 2009 no Recife, a terceira Feira Música Brasil, que termina hoje, foi um pouco menor, não só pelo orçamento, pelo número de grandes atrações e pelo espaço escolhido para instalar o palco principal, na sucursal da Funarte de Belo Horizonte. Porém, quanto ao interesse dos artistas (mais de 3 mil se inscreveram no edital para tocar nos vários espaços da feira) e dos investidores nos negócios em torno da música, o evento, que é uma grande vitrine para a música brasileira, cresceu.

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

12 de dezembro de 2010 | 00h00

"A diferença de 2009 para 2010 é que a Feira focou muito mais no show business, trazendo maior número de produtores de shows, tanto nacionais como internacionais, para que haja uma maior integração entre as regiões do Brasil países, visando a uma circulação maior das bandas entre os Estados. O encontro tem uma função dupla, o segundo passo é fazer o intercâmbio internacional", diz James Lima, coordenador do encontro de negócios da feira.

De Olinda a Nova York. Se a Orquestra Contemporânea de Olinda acabou indo tocar no Lincoln Center (Nova York), em consequência de sua sensacional apresentação no Recife, em 2009, neste ano não faltaram olheiros de toda parte do mundo, que têm interesse na música brasileira, com objetivo de levar outros novos artistas daqui para fora: Alemanha, Bélgica, Estados Unidos, México, Argentina e Costa Rica entre outros países. Só a Galícia veio com uma delegação de 14 pessoas, entre empresários e representantes do Ministério da Cultura.

"Este ano muitas bandas foram tocar no exterior por conta do intercâmbio da Feira no ano passado. Inclusive muita gente veio para cá este ano de tanto que a de 2009 foi comentada lá fora. A prova disso é que no ano passado tivemos 14 empresas internacionais na rodada de negócios e este ano tem 31, ou seja, mais do que o dobro, com mais de 100 profissionais estrangeiros tratando de negócios", aponta Lima. "Só não trouxemos mais empresas e não atendemos a todas as demandas por falta de recursos." Não só para ele, mas para produtores e artistas, os números refletem o reconhecimento da feira como importante ponto de encontro e intercâmbio da música brasileira, sempre em dia com as diversas tendências.

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