Divulgada a sinopse do roteiro do filme 'Watchmen'

HQ revolucionou a maneira de pensar os heróis a partir de sua publicação, nos anos 80

Adriano Marangoni, especial para o estadao.com.br,

07 de julho de 2025 | 11h44

Depois que a produção de um filme sobre Watchmen foi anunciada no início deste ano, o site ComingSoon.net divulgou uma sinopse do roteiro que servirá de base para versão em cinema dos quadrinhos de mesmo nome.  Como resume o roteiro, Watchmen localiza-se numa América alternativa em 1985 onde super-heróis mascarados fazem parte da realidade cotidiana, e o Relógio do Apocalipse - que identifica a tensão entre Estados Unidos e União Soviética - está permanentemente marcando cinco minutos para meia-noite.  Quando um dos antigos heróis é assassinado, o soturno mas não menos determinado vigilante Rorschach  busca desvendar um plano para matar e desacreditar todos os velhos e atuais super-heróis. Na medida em que reencontra seus ex-parceiros combatentes do crime - um maltrapilho grupo de super-heróis aposentados, sendo apenas um deles detentor de verdadeiros poderes - Rorschach  vislumbra uma ampla e perturbadora conspiração ligada ao passado de cada um e de catastróficas conseqüências para o futuro. A missão deles é vigiar a humanidade... mas quem vigia os vigilantes? Talvez o equivalente em quadrinhos ao disco Sgt. Pepper's dos Beatles, Watchmen revolucionou a maneira de pensar os heróis a partir de sua publicação, entre 1986 e 1987. Escrita por Alan Moore e desenhada por Dave Gibbons, a obra catalisava toda apreensão da Guerra Fria assim como contava a própria história americana desde o surgimento do gênero super-herói.  Dos ingênuos anos 40, passando pelo moralismo da década de 50 e a barbárie do Vietnã, na mente dos autores, a década de 80 seria o palco da total destruição nuclear. Tudo visto por personagens que, teoricamente, seriam os mais puros de intenções, quando na realidade, não passavam de românticos, excêntricos, insanos e fracassados. Uma crítica feroz ao coração da moral norte-americana e, paradoxalmente, um dos maiores sucessos dos quadrinhos até hoje.  Não é de agora que Alan Moore faz questão de dissociar seu nome de cada adaptação de suas obras para o cinema. O caso mais recente foi com V de Vingança, que como filme, é apenas uma versão bastante distinta da obra original. No caso de Watchmen, o desafio será maior, uma vez que consiste em uma das mais intrincadas tramas já elaboradas para uma obra literária, indicada, inclusive, na lista das 100 melhores ficções da língua inglesa da Time Magazine em 2005.

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