John Kane/Divulgação
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Divertir para se comunicar

Renée Jaworski fala sobre as mudanças no estilo da Pilobolus e sobre as coreografias mais recentes do grupo

Maria Eugênia de Menezes, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2011 | 00h00

Depois de começar a carreira no Momix - que é uma das crias da Pilobolus - Renée Jaworski se juntou a trupe pioneira em 2000. Hoje, é uma das diretoras artísticas da companhia. Em entrevista ao Estado, ela falou sobre as mudanças no estilo da Pilobolus e sobre as coreografias mais recentes do grupo.

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Ao longo dessas quatro décadas, Pilobolus influenciou uma série de outras companhias de dança. Existe, na sua opinião, alguma peculiaridade que permanece como uma traço exclusivo e distintivo da companhia?

Acho que o que nos torna únicos é a maneira como trabalhamos juntos. Nós temos sempre muitas pessoas dando suas opiniões e nós encorajamos isso. Que os bailarinos, os diretores artísticos, os iluminadores, os coreógrafos convidados, que todos falem. Então, temos sempre muitas mentes pensando sobre o trabalho. Acho que isso traz um sabor diferente do que se tivéssemos apenas uma pessoa pensando sobre tudo.

A companhia se tornou muito popular pela forma como conseguia divertir as pessoas. Você acha que, para a Pilobolus, a dança é essencialmente uma forma de entreter a plateia?

Claro que é uma maneira de divertir, mas não acho que isso é tudo. Existe algo universal no movimento e no jeito de contar histórias por meio do movimento, Então, você não está apenas divertindo, mas se conectando com as pessoas em um nível diferente, sem uma língua presente.

No espetáculo Metamorphosis, vocês trazem três coreografias mais recentes, criadas nos últimos dois anos. O que se pode esperar desses trabalhos?

Redline é uma peça intensa e cheia de energia, que realmente mostra o que os nossos dançarinos são capazes de fazer fisicamente. A coreografia mais nova, Hapless Hooligan in Still Moving, foi criada em colaboração com o artista gráfico Art Spiegelman. Então, é uma história contada por meio da dança e também da animação, projetada em uma tela no palco. A outra peça, The Transformation, é um trabalho simples, de sombras projetadas sobre os corpos. Aí mostramos o que é possível fazer usando poucos elementos. Como se pode transformar um corpo em qualquer coisa.

PILOBOLUS DANCE THEATRE - Teatro Bradesco. R. Turiaçu, 2.100, 3670-4121. 3ª e 4ª, 21 h. R$ 90/180.

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