Divertido clima de cabaré

Pequenos espaços tomados pela fumaça, em que artistas cantam letras românticas, declamam e fazem comentários sarcásticos ? sob um típico clima de cabaré europeu dos anos 30 e 40, a comédia musical O Gato Preto conquistou um público que lota o palco do Tusp. Lá, a peça encerra sua temporada no dia 31, mas logo no dia 5 de abril reestréia na maior sala do Teatro Ruth Escobar.?O segredo é unir o bom humor com canções românticas e políticas?, acredita a atriz Rosi Campos, que compõe o Circo Grafitti, grupo formado ainda por Gérson de Abreu, Helen Helene e Pedro Paulo Bogossian ao piano, além de Moisés Ignácio e Cléo Antunes. ?É um espetáculo para se rir e refletir.?O riso é garantido pelo apurado senso de comédia dos atores, em quadros como As Galinhas Pensadoras, que busca decifrar o que há por detrás do olhar fixo desses animais. Ou ainda Quando Amigas, em que duas mulheres, insuportavelmente próximas, descobrem partilhar o mesmo marido.O grupo também brinca com personagens famosos, como a reprodução dos últimos momentos de Joana D?Arc e Margherite, a protagonista de A Dama das Camélias. E, apesar do terror de alguns espectadores de espetáculos interativos, O Gato Preto promove uma simpática participação do público em um jogo de adivinhações.O Gato Preto - De Frigyes Kariunthy e Maísa Aché. Direção: Circo Grafitti. Sexta e sábado, às 21 horas; domingo, às 19 horas. R$20,00. Tusp. Rua Maria Antônia, 294, tel.: 3255-4438. Até o dia 31.

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