Diversão musical levada a sério

O Pato Fu abriu o show com uma canção que parecia feita para o ocasião, Primavera (Vai Chuva). Mais adiante o tempo fechou e quem estava fugindo do sol forte passou a temer o pé d"água que se prenunciava, com vento e tudo. Por sorte a ameaça não se concretizou. Mas por precaução, o show de Adriana Partimpim (foto) começou sem os 10 minutos de intervalo, como os anteriores.

Lauro Lisboa Garcia, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2010 | 00h00

Como a banda mineira, a cantora fez dois álbuns em que explora o potencial infantil, lúdico e/ou educativo de canções adultas. Já os paulistas da Palavra Cantada (Paulo Tatit e Sandra Peres) e do Pequeno Cidadão trabalham com linguagem própria e ideias elaboradas em torno no universo infanto-juvenil. Tatit, Sandra e banda fizeram um apanhado de seus bem-sucedidos 15 anos de carreira, em que criaram novos clássicos desse gênero de repertório. Como sempre, os pais se empolgaram mais até do que os filhos cantando hits como Pindorama, Ora Bolas, Pipoca e Duelo de Mágicos.

Os moleques mais inquietos se soltaram nos rocks mais pesados dos outros shows. O Pequeno Cidadão teve ainda os vídeos bacanas reunidos no DVD que acabam de lançar. Em Bonequinha do Papai um coro de vozes masculinas substituiu os versos originais para "cadê a cervejinha do papai". Não teve choro, todos passaram a seco, já que não havia bebidas alcoólicas à venda, ao contrário de sábado.

Depois de cantar Frevo Mulher, Fernanda Takai brincou dizendo que quem não tinha entendido a letra que perguntasse aos pais. "Ou ao próprio Zé Ramalho, se bem que nem ele vai conseguir explicar." O mesmo tipo de explicação requer Alexandre (Caetano Veloso), um achado no repertório da Partimpim. Adriana teve o palco maior reservado só para ela, por conta dos inúmeros elementos de cena. O show seguiu o mesmo roteiro do DVD Partimpim 2, também lançado há pouco. Só que um pouco mais curto. O momento em que o público mais se animou foi com Oito Anos (Paula Toller), mas teve muita coisa boa cantada e tocada a sério. Fazer música para criança definitivamente não é brincadeira.

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