Diversão e simpatia na entrega do Oscar

James Franco e a Anne Hathaway foram apresentadores simpáticos da 83ª cerimônia de entrega do Oscar. Franco até se vestiu de Marilyn Monroe. Oprah Winfrey, que anunciou o vencedor da categoria documentário ressaltou a categoria como a mais séria, onde ficou de fora "Lixo Extraordinário", produção anglobrasileira. Venceu "Trabalho Interno", de Charles Ferguson, que ajuda a entender a crise de 2008.

AE, Agência Estado

28 de fevereiro de 2011 | 11h30

Para fazer frente a tanta seriedade, todo mundo contou piadinha na 83ª cerimônia de entrega do Oscar. O cantor Justin Timberlake disse que era Banksy - o grafiteiro que nunca dá as caras - e a atriz Mila Kunis, que entregava prêmio com ele, não entendeu. Falando com dificuldade - decorrência da trombose que sofreu -, o veterano Kirk Douglas, indicado três vezes ao prêmio, proclamou seu amor pelas mulheres, e pela apresentadora Anne Hathaway, perguntando-se onde ela estava quando ele fazia filmes?

Christian Bale, famoso pelo papel protagonista do último Batman, venceu como ator coadjuvante em "O Vencedor". O filme de David Russell rendeu à Melissa Leo o Oscar de atriz coadjuvante, que ela recebeu de Kirk Douglas - e fez questão de reverenciá-lo no palco. Outro prêmio esperado foi o de melhor animação, para "Toy Story 3", de Tom Unkrich. "A Origem", de Christopher Nolan, levou de melhor fotografia.

Tom Hanks, que entregou os primeiros prêmios da noite - melhor fotografia, direção de arte -. lembrou que a primeira produção a vencer esses prêmios e também melhor filme foi "E O Vento Levou", de Victor Fleming. A última, ou mais recente - "Titanic", de James Cameron, há mais de dez anos. Aaron Sorski declarou-se honrado de estar recebendo um prêmio que já coubera ao lendário roteirista Paddy Chayefsky.

Aaron Sorski foi, talvez, a primeira surpresa da noite - ele não recebeu o prêmio de roteiro adaptado no sindicato dos roteiristas mas ficou com o Oscar da Academia, por seu brilhante trabalho em "A Rede Social", de David Fincher. David Seidler venceu na categoria de roteiro original, por "O Discurso do Rei", de Tom Hooper. Fez um dos discursos mais breves e emocionantes da noite. O próprio Seidler era gago e agradeceu à Academia por dar voz aos que não tinham, como ele e seu rei.

Às 23h30, horário do Brasil, a cerimônia já rodava há uma hora quando Christian Bale ganhou o Oscar de coadjuvante - totalmente merecido - e "O Vencedor" foi o primeiro filme a duplicar o prêmio solitário que todos os concorrentes vinham ganhando, até então. Na sequência, "A Rede Social" também recebeu seu segundo prêmio, o de trilha. Mais alguns minutos e um segundo Oscar, o de mixagem de som, foi para "A Origem". Em seguida, o terceiro, também para "A Origem", melhor edição de som. As informações são do Jornal da Tarde.

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