Divergências levaram à ruptura

Depois de haver criado a psicanálise, o desafio de Freud era divulgar a nova disciplina e ganhar adeptos. Escolheu Jung para presidir a Associação Psicanalítica Internacional não apenas pelo brilhantismo do suíço, mas pelo fato de não ser judeu. Freud não queria a psicanálise privativa de clínicos de origem judaica, como ele próprio. Viajaram juntos para os Estados Unidos, para dar palestras, e consta que Freud, ao avistar do navio a Estátua da Liberdade, teria dito a Jung: "Coitados, eles não sabem que lhes trazemos a peste". Após o início promissor, logo a cooperação e a amizade cederam sob o peso de divergências teóricas. Jung era místico demais para o materialista Freud. Para este, o fator sexual era central no psiquismo, dogma que passou a ser contestado por Jung, com suas tendências mais espirituais e universalistas. A sexualidade os uniu em certo momento. Depois, os separou. / L.Z.O.

O Estado de S.Paulo

30 de março de 2012 | 03h10

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