Discussão comum abala amizade em 'Arte'

Algo pulsa por detrás das boas maneiras. Instintos violentos que eclodem onde menos se espera. Desmontam a compostura de gente aparentemente equilibrada, educada. Rompem o que a dramaturga Yasmina Reza chama de "verniz social".

AE, Agência Estado

17 de agosto de 2012 | 10h46

Para essa autora francesa, aclamada internacionalmente e uma das mais encenadas hoje no mundo, seres humanos são criaturas que agem por impulso. Não importa quantas regras e convenções tenham inventado para viver pacificamente.

É sobre esse princípio que Yasmina organiza suas obras. Em Arte, espetáculo que estreia domingo no Teatro Renaissance, em São Paulo, os laços de amizade que unem três homem se esgarçam por um motivo aparentemente tolo: uma discussão sobre arte contemporânea. Eis o estopim para que o tal "verniz" comece a ruir.

"As pessoas se comportam bem frente à sociedade, tomam atitudes socialmente aceitáveis, mas isso tudo é frágil", aponta o encenador Emílio de Mello. "De uma hora para outra, você toca num ponto que desestabiliza tudo e passa a infringir regras básicas: o respeito ao outro, a noção de que é preciso dar espaço para que as pessoas tenham uma opinião diferente da sua."

A convicção é de um diretor que tem se tornado um especialista nas obras da escritora: é a terceira peça dela que leva à cena. Antes vieram O Homem Inesperado (2006) e Deus da Carnificina (2010). "São textos superbem construídos, com conflitos muito desenvolvidos e que são também muito bons para atores", diz Mello.

Teatro Renaissance. Alameda Santos, 2.233, Cerqueira César, tel. 3069-2286. 6ª, 21h30: sáb., 21 h; dom., 18 h. R$ 80. Até 7/10.

As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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