Discovery estréia a série de documentários "Atlas"

O Discovery Channel estreou no domingo, às 20 horas, seu projeto mais audacioso e, provavelmente, o mais caro. "Atlas" é uma série de documentários, com duas horas de duração, que abordará, em cinco anos, 30 países selecionados para montar um retrato cultural, geográfico e social dos cinco continentes. O país escolhido para abrir o projeto foi a China por sua extensão territorial e sua ligação do passado com o presente. Ainda este mês, o canal apresentará sua visão da Austrália e da Itália. Somente em 2007 serão apresentados novos episódios com Brasil, México, África do Sul, França, Índia e Egito. Diferentemente de muitos de seus programas, o Discovery fará esse mapeamento não somente por meio de imagens de paisagens e de animais - estigma do canal -, mas por meio de personagens que mostrarão ao telespectador as várias faces dos diferentes países. Apesar de ser guiado por habitantes de cada nação e ter parceria com produtoras regionais, as principais produtoras de "Atlas" são americanas e inglesas, o que não evita o tal olhar estrangeiro nos documentários. Porém, esse é apenas um detalhe ante a grandiosidade do projeto e a riqueza dos depoimentos colhidos. O Discovery tomou o cuidado de entrevistar pessoas de diferentes culturas, classes sociais e atividades profissionais em cada país visitado até agora. Duas Chinas diferentes são apresentadas pelo multimilionário Vincent Lo - considerado o Donald Trump chinês - e pelo último fabricante de arcos, uma arte milenar chinesa. E outras facetas desse país surgem por mãos de outros personagens igualmente interessantes. A série "Atlas" tem belas imagens que foram captadas em alta definição - infelizmente, no Brasil ainda não há como desfrutar dessa tecnologia. Guindastes, helicópteros e outros recursos foram utilizados pela produção para aproveitar ainda mais a potência das câmeras que custam US$ 700 mil cada uma. Elas gravam até imagens em câmera lenta, propriedade que foi muito bem utilizada nas cenas do templo budista Fa Wang, no episódio dedicado à China. Na próxima viagem, o Discovery mapeará a Austrália e, em seguida, a Itália. O episódio no Brasil irá ao ar somente no ano que vem, mas já está em fase de finalização. Em foco estão as cidades de São Paulo, Rio e Ouro Preto, além da região amazônica. Segundo a vice-presidente sênior de Distribuição do Grupo Discovery, Vera Buzanello, os critérios de seleção desses 30 países foram a área territorial - como Brasil, Índia e Austrália -, a herança cultural para a humanidade - como no caso da Itália - e os conflitos históricos.

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