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Diretor Julian Temple fala sobre peripécias dos anos 1980

Britânico está no foco do 16.º Festival Cultura Inglesa que acontece neste fim de semana

JOTABÊ MEDEIROS - O Estado de S.Paulo,

23 de maio de 2012 | 03h09

Ele fez o cinema se debruçar visualmente sobre as obras de David Bowie, Clash, Sex Pistols, Dr. Feelgood, entre outros astros do rock. Sua cinematografia resultou num neologismo que é amplamente utilizado hoje em dia, o rockumentary, um tipo de documentário que examina a mitologia do rock.

O cineasta britânico Julian Temple está no foco do 16.º Festival Cultura Inglesa, neste fim de semana - sua obra chave, o cult movie Absolute Beginners, de 1986, que teve David Bowie e Sade como estrelas, será reexibida na jornada. Ele mesmo estava de malas prontas para vir, na semana passada, mas a morte repentina do seu pai o fez cancelar a palestra que faria. Antes de tudo, porém, ele falou ao Estado sobre o retorno ao Brasil (esteve recentemente no Rio de Janeiro para escolher locações para a série Children of the Revolution, uma varredura fílmica de cidades musicais pelo mundo afora).

Em uma breve mas vibrante entrevista, Temple falou de muitos assuntos, do Rio de Janeiro ao agitador cultural Malcolm McLaren, que descobriu os Sex Pistols e morreu recentemente. "Ele podia combinar genialidade e tolice, esperteza e estupidez em poucos minutos", afirmou.

Também falou da própria vida, e do orgulho com a filha atriz, a bela Juno Temple, de 21 anos, que está no elenco do novo filme do Batman. "O que é mais importante para mim é que ela sabe o que faz. Há péssimas experiências na indústria do cinema, mas ela tem convicção de suas escolhas", garantiu.

Sobre o filme que o projetou como artista, Absolute Beginners, Temple é ambíguo em sua avaliação. Diz que o fracasso inicial do filme só foi mais evidente na Inglaterra, justo onde deveria ser um sucesso. Mas que o fato de ter se tornado um cult movie nos anos seguintes o redimiu. "Sou feliz com o sucesso, mas ainda tenho problemas com o filme. Não é perfeito. Era um projeto ambicioso e funcionou, e visualmente é muito poderoso. De qualquer modo, veio do meu coração. Faço meus filmes como manifestos pessoais", disse.

Temple estará trabalhando durante os Jogos Olímpicos de Londres, produzindo um filme sobre as competições.

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