Diretor do Masp promete fim das reformas em abril

A polêmica reforma do Masp começou no final de 97 e está avaliada em R$ 20 milhões, incluindo as doações que o museu recebeu nos últimos quatro anos. Inicialmente prometida para 98, adiada em três ocasiões, a reforma obstruiu a vista do belvedere nesse tempo, fechou a biblioteca ao público e, mais grave, descaracterizou partes do projeto original de Lina Bo Bardi. "Os trabalhos vão terminar até o final de abril. Aí o museu estará zero quilômetro", promete Julio Neves. Para justificar o não-cumprimento de prazos nos últimos dois anos, o diretor do Masp alegou problemas inesperados, como praga de cupins nas estruturas e falta de verbas.O prédio foi todo climatizado, com melhora do ar-condicionado. Foi construído um terceiro subsolo, um espaço de 2.000 m2, que vai abrigar a reserva técnica e suas 6 mil obras. Também foi restaurado o concreto que compõe o edifício. O sistema hidráulico foi todo substituído. "A reforma revitalizou não só o prédio, mas o museu. Antes o Masp era apenas um acervo, não havia uma instalação adequada para protegê-lo. Quando eu falo isso, penso o museu daqui a 100, 150 anos", diz Neves. "Trabalhamos dentro de total respeito à obra de Lina. E foi tudo aprovado pelo Compresp e Condephaat." Segundo ele, a bilioteca, com 30 mil volumes, também volta à ativa com o fim da reforma.Renato Anelli, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Escola de Engenharia de São Carlos, secretário de obras da cidade e grande conhecedor do museu, reconhece que o Masp, como prédio moderno, precisa se atualizar, "mas é necessário uma ação que faça essa transição de forma inteligente". Segundo o pesquisador, mudanças na concepção original do museu devem ser realizadas "de forma coerente com seu caráter crítico, pedagógico e dinâmico".

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