Diretor do Louvre defende a presença do setor privado

O diretor-presidente do Louvre, Henri Loyrette, defende a presença crescente do setor privado no financiamento de exposições e obras no museu, ao constatar que o Estado "não pode fazer tudo".Em entrevista ao jornal "Libération", Loyrette ressalta que o Estado francês não renuncia a seu compromisso com um dos museus mais famosos e visitados do mundo. Mas se diz "surpreso" quando alguém questiona o papel dos mecenas privados na arte.Bancos, petrolíferas e empresas de informática figuram entre os patrocinadores que nos últimos anos colaboraram com fundos para que o Louvre organizasse exposições, comprasse quadros e esculturas e promovesse reformas.O orçamento para 2006 chega a 186 milhões de euros. Do total, 60% serão financiados pelo Estado e o resto da receita com a venda de entradas e doações privadas.Loyrette não considera uma prioridade equilibrar as contribuições dos setores público e privado no orçamento. Para ele, o dinheiro vindo de empresas e mecenas particulares sustenta alguns projetos que dificilmente poderiam contar com o apoio do Estado.No comando do Louvre desde 2001, Loyrette vê uma clara diferença entre os museus americanos e europeus. Nos Estados Unidos, eles são entidades privadas, enquanto na Europa predominam os centros sem fins lucrativos e de caráter nacional.

Agencia Estado,

19 de agosto de 2006 | 08h59

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