Edilson Rodrigues/Agência Senado
Edilson Rodrigues/Agência Senado

Diretor da Ancine, Sérgio Sá Leitão é o mais cotado para ser o novo ministro da Cultura

Segundo apurou a 'Broadcast/Estadão' com interlocutores próximos do presidente Michel Temer, a nomeação pode ocorrer já nos próximos dias 

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

19 de julho de 2017 | 23h39

Brasília - O atual diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine), Sérgio Henrique Sá Leitão Filho, é o nome mais cotado para ser o novo ministro da Cultura. Segundo apurou o Broadcast/Estadão com interlocutores próximos do presidente Michel Temer, as conversas para indicação já estão "bem avançadas" e a nomeação pode ocorrer já nos próximos dias. 

Na diretoria da Ancine desde abril deste ano, Leitão é ligado ao ex-ministro da Cultura Roberto Freire (PPS), que deixou o cargo em 18 de maio, logo após a divulgação da delação da JBS. Jornalista, ele foi secretário municipal de Cultura do Rio e ex-presidente da Riofilme. No primeiro governo Lula, foi chefe de gabinete do então ministro da Cultura Gilberto Gil e secretário de Políticas Culturais da Pasta.

A nomeação de Leitão para a Cultura conta com apoio do cineasta Cacá Diegues, de quem Temer é muito próximo e com quem o presidente conversou nas últimas semanas sobre a indicação. Cacá e outros artistas, como a atriz Suzana Pires e o cineasta Vladmir Carvalho, participaram da sessão da comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado que aprovou a indicação de Leitão para a Ancine em abril. 

O cargo de ministro da Cultura vinha sendo cobiçado por deputados, como Cristiane Brasil (RJ), filha do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente do PTB. Em reunião nesta quarta-feira no Palácio do Planalto, porém, Temer avisou a Jefferson e a Cristiane que não iria nomear a parlamentar fluminense, pois já tinha convidado outra pessoa para o cargo. 

"O presidente disse que a Cristiane tem sido uma guerreira, mas que já tinha convidado outra pessoa. Pediu que a gente não ficasse com raiva. Disse que, da minha parte, não havia problema", afirmou Jefferson ao Estadão/Broadcast, ao sair do Palácio do Planalto. Delator do escândalo do mensalão do PT, o ex-deputado se reuniu com Temer junto com a filha, a convite do presidente da República. 

O deputado André Amaral (PMDB-PB) também queria ser ministro da Cultura. Ele chegou a pedir ao líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP), que intercedesse a favor dele. O paraibano, contudo, também enfrentou resistências. Com 26 anos, está em seu primeiro mandato como deputado, assim com Cristiane. Ele só assumiu o cargo efetivamente em janeiro, após Manoel Júnior (PMDB) renunciar ao mandato para assumir como vice-prefeito de João Pessoa (PB). / COLABOROU TÂNIA MONTEIRO

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