Direto da Fonte

Sangue frio

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2011 | 00h00

Gil Rugai, jovem acusado de matar o pai e a madrasta em 2004, conseguiu na Justiça direito a novo exame de DNA. Para comparar o sangue da cena do crime com o dele. O teste feito no ano das mortes foi inconclusivo. Sua nova defesa aposta no avanço das tecnologias para obter um resultado.

Sangue novo

Sem trabalho nem dinheiro para pagar advogado, há um mês Rugai passou a ser defendido gratuitamente, via convênio com a Defensoria Pública de SP. Marcelo Feller, de 25 anos, sustentará, em dezembro, a absolvição do réu no que promete ser o julgamento criminal do ano. O bacharel é do escritório de Alberto Toron, um dos principais criminalistas do País.

Sangue de Cristo

Rugai, que é ex-seminarista, anda recluso e concentrado no julgamento. Só sai de casa para ir à igreja rezar.

Tocando em frente

Enquanto Edemar Cid Ferreira aguarda recurso no caso do Banco Santos e mora de favor na casa de um amigo, seus três filhos seguem a vida.

Leonardo trabalha em empresa de marketing digital que vai de vento em popa - e é o que mais ajuda o pai, financeira e psicologicamente. Rodrigo toca o restaurante L"Entrecôte - para o qual, inclusive, busca investidor. Condenado a 16 anos, mas recorrendo em liberdade, está distante do pai. "Fiquei muito magoado, faço terapia há três anos e meio". Já Eduardo tem cargo no Banco Mundial, em Washington.

Enxadrista

Ricardo Semler virou a mesa e acaba de adquirir o Botanique Hotel Gourmand & Spa, em Campos do Jordão, por R$ 4 milhões. Sonho do empresário, o resort superexclusivo consumiu, entre 2004 e 2007, mais de R$ 30 milhões de 15 sócios, dentre os quais Roberto Baumgart, Miguel Ethel, Mário Fleck e Paulo Bilyk. Em 2009, depois de briga generalizada entre eles, o projeto afundou e foi colocado à venda, por R$ 17 milhões.

Agora, Semler retomou o hotel - quase pronto. Pagando R$ 100 mil (em média) a quem já havia desembolsado mais de R$ 2 milhões...

Bobes do ofício

Nem nas férias Celso Kamura tem sossego. Em Nova York a passeio, o cabeleireiro foi solicitado para dar um tapa no visual de Dilma, que participará da Assembleia Geral da ONU.

E atenderá também Angélica e Luciano Huck, que recebem homenagem, na Brasil Foundation, pelo Instituto Criar.

Na frente

Bryan Tanaka, coreógrafo de Beyoncé, chega hoje a SP. Na agenda, rasante na boate Daslu e workshop de dança na Reebok da Cidade Jardim.

Daphne Guinness expõe cem peças de alta costura de seu acervo. No FIT, em NY. A partir de hoje.

Fernanda Naman abre individual Desejos. Amanhã, na Galeria Arte Aplicada.

Acontece domingo a Maratona Pão de Açúcar de Revezamento. Partida? Parque do Ibirapuera.

Interinas: Débora Bergamasco, Marilia Neustein e Paula Bonelli.

Ferradura da sorte

Foi quase tão difícil quanto saltar um obstáculo de 1,5 m, mas Raquel Correa, diretora de Marketing da JHSF, conseguiu trazer a São Paulo a Copa Hermès de Hipismo. Em meio a planilhas e relatórios que levou a Paris para reuniões com o board da grife, ela conversou com a coluna sobre o evento, que acontece nos dias 22 e 23 de outubro, na Fazenda Boa Vista, interior do Estado.

Como foi o encontro com os executivos da Hermès?

A JHSF é a concessionária da marca no Brasil. Mesmo assim, a grife estava muito reticente em fazer o evento fora da França. Eles são muito criteriosos e a Copa está na segunda edição lá, então é uma experiência bastante recente também para a Hermès.

Você trouxe os franceses?

Sim, o primeiro a vir foi o Fabrice Crespel, diretor da área equestre da Hermès. Aí ficou mais fácil, porque ele se impressionou muito com o que viu lá na Fazenda Boa Vista, com a infraestrutura do lugar, o hotel Fasano, a sede equestre etc.

Quais os prêmios em disputa?

Produtos da Hermès, claro, incluindo um carré de seda para a melhor amazona. E prêmios em dinheiro também. Na categoria sênior, por exemplo, que reúne cavaleiros profissionais, o campeão da prova levará R$ 100 mil e uma sela Talaris.

Qual o público esperado e o investimento no evento?

Não falamos sobre números, mas a organização espera cerca de 1.200 pessoas por dia. Teremos um espaço kids, desenhado pelo Isay Weinfeld (que também desenhou a sede equestre), e muitas atividades para a família.

O torneio entrará no calendário nacional de hipismo?

Já estamos em contato com a Confederação Brasileira para isso. E a competição vale pontos no ranking.

Colaboração

Débora Bergamasco debora.bergamasco@grupoestado.com.br

Marilia Neustein marilia.neustein@grupoestado.com.br

Paula Bonelli paula.bonelli@grupoestado.com.br

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